Many brands believe they are running CTV campaigns, but the reality is quite different. Most programmatic video packages mix Connected TV with mobile phones and desktops without making it clear to advertisers. This creates distorted data: CTR appears in reports, conversions are attributed to TV, and budgets end up financing what was supposed to be a large-screen, brand-safe environment. In Brazil, 64% of the population is already reached by CTV, and investment in the channel is growing nearly 20% per year globally. However, the lack of transparency in how campaigns are structured leads brands to measure the wrong thing. This article explains, in plain language, how to identify if your CTV campaign is actually running on TV and what adjustments to make to invest with real confidence and control.

Campanha CTV: o que sua agência provavelmente não está te contando

Você investiu em uma campanha CTV (Connected TV, aquele anúncio que aparece na tela grande da sala) e ficou animado com os resultados. CTR decente. Cliques acontecendo. Relatório cheio de números. Só tem um problema: TV não tem mouse. Se a sua campanha CTV está gerando clique, parte do seu budget foi parar em outro lugar. E ninguém te avisou sobre isso.

Este guia foi escrito para anunciantes e agências que querem entender, de uma vez por todas, o que é CTV de verdade, onde as campanhas costumam falhar e como investir com controle real. Sem enrolação.

CTV: o conceito mais simples do mercado (e o mais mal executado)

CTV (ou TV Conectada) é basicamente publicidade exibida em televisores com acesso à internet. Smart TVs, apps de streaming na tela da sala, dispositivos como Roku ou Fire TV. O anúncio aparece antes ou durante o conteúdo, em tela grande, em contexto premium. Simples assim.

No entanto, o mercado virou uma bagunça de nomenclatura. Quando você compra mídia em plataformas de vídeo, muitas vezes está adquirindo um pacote que inclui TV, celular, computador e tablet. Tudo agrupado como “vídeo”, “OTT” ou, pior, como “CTV”. Portanto, o que você acha que é TV pode, na prática, ser um mix de telas. E essa confusão custa dinheiro.

O alarme que ninguém ativa: CTR em campanha CTV

Aqui está o teste mais direto que existe: o seu relatório de campanha CTV mostra CTR (taxa de cliques)?

Se sim, acenda o sinal de alerta.

TV não tem scroll. Não tem cursor. Não tem clique direto. Portanto, quando um relatório de “CTV” apresenta CTR expressivo, isso revela que parte da entrega aconteceu fora da televisão, provavelmente no celular. Além disso, o algoritmo das plataformas não é neutro: ele tende a priorizar dispositivos onde consegue registrar ações mensuráveis. Mobile converte, clica, rastreia. Logo, sem configuração específica, a campanha migra silenciosamente para onde a performance parece melhor. E não para onde você queria estar.

Por que isso distorce tudo: três consequências reais

1. Você mede o celular achando que mede a TV

CTR “bom” vindo de mobile. Taxa de conclusão misturada. Conversões que não vieram da tela grande. Resultado: você não sabe mais o que a TV realmente entregou para a sua marca. Por isso, decisões de mídia baseadas nesses dados quase sempre levam a conclusões erradas.

2. Sua estratégia muda sem você perceber

Se queria construir awareness em tela grande, em ambiente premium, com impacto visual. Acabou com performance em tela pequena, em contexto de scroll. São objetivos completamente diferentes. No entanto, a campanha seguiu em frente sem que ninguém sinalizasse essa mudança de rota.

3. CTV “não funciona”: mas a culpa não é do canal

Muitos anunciantes concluem que CTV não entrega resultado. Em geral, porém, o problema não está no canal. O que está acontecendo é que a campanha CTV não está sendo medida de forma isolada. Portanto, o veredicto é injusto. E a perda é dupla: você descarta um canal que funciona e continua medindo errado.

Campanha CTV que funciona: onde o canal realmente brilha

Segundo a Kantar Ibope Media, a TV Conectada foi o segundo canal de maior crescimento em investimento publicitário em 2025, com alta de 19,6% globalmente. No Brasil, dados da Comscore apontam que 64% da população já foi impactada por CTV, um salto expressivo em relação aos 50% registrados dois anos antes. Além disso, 36% dos brasileiros afirmam aprender sobre novos produtos por meio de anúncios em TV Conectada.

Esses números fazem sentido quando entendemos o que CTV oferece de diferente: a força emocional e o alcance da tela grande combinados com a segmentação e a mensurabilidade do digital. Portanto, o canal brilha principalmente em construção de marca, alcance em escala e impacto visual em contexto premium. Menos clique. Mais atenção. Métricas que importam: alcance, frequência e taxa de conclusão do vídeo.

Como saber se sua campanha CTV está realmente na TV

Você não precisa ser especialista em ad tech para fazer as perguntas certas. Antes de aprovar qualquer campanha CTV, exija respostas objetivas da sua agência ou plataforma:

Qual percentual da campanha rodou em TV? Se a resposta for vaga, é um problema. Quais dispositivos estão incluídos no pacote? Mobile e desktop no mesmo pacote já é um sinal de alerta. Como a campanha está sendo otimizada? Se a otimização for por CPC ou conversão por clique, a entrega vai migrar para mobile automaticamente.

Além disso, fique atento aos sinais claros de que a campanha não é CTV puro: CTR relevante, muitos cliques, otimização por CPC, conversões por clique e configuração de “todos os dispositivos”. Cada um desses itens indica que a TV foi deixada de lado.

Três ajustes simples para campanhas CTV mais honestas

Primeiro, separe as campanhas. CTV para awareness, mobile e desktop para performance. Misturar tudo é perder clareza sobre o que cada canal entrega. Em seguida, restrinja onde o anúncio aparece: peça configuração exclusiva para TVs conectadas, excluindo mobile e desktop do pacote. Por fim, use as métricas certas para CTV: alcance, frequência e taxa de conclusão do vídeo.

Essas três mudanças simples já transformam a qualidade da leitura dos seus resultados. E, consequentemente, a qualidade das decisões de investimento.

Conclusão: o problema não é o canal, é a configuração

Investir em CTV faz todo sentido, especialmente agora, com o mercado ainda em expansão. Quem construir presença e aprendizado nesse canal antes da maturação plena terá vantagem competitiva real. Porém, para que o investimento funcione, é preciso saber exatamente o que se está comprando.

O maior risco não é a campanha CTV não funcionar. É você não perceber que ela nunca chegou à TV. Se quiser revisar sua estratégia de campanha CTV com quem conhece o ecossistema por dentro, fale com a equipe da MADMIX. Ou continue explorando o tema: veja também nosso artigo sobre FAST Channels e como monetizar audiência em TV Conectada.

Autor

  • Marcelo Natali é engenheiro e sócio-fundador da MADMIX, advisory especializada em monetização e estratégia para CTV, Streaming e Telecom na América Latina.Com mais de 16 anos de experiência no setor, construiu uma trajetória reconhecida na região, com passagens por empresas como Philips, Samsung, Opera TV, Metrological (Comcast) e Vewd (Xperi). Ao longo dessa jornada, atuou nas áreas de produto, vendas, marketing e pré-vendas, sempre na interseção entre tecnologia, conteúdo e receita. Hoje, pela MADMIX, ajuda operadoras, fabricantes e plataformas a transformar audiência em resultado.

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