Trabalho com distribuição de conteúdo em CTV há mais de 16 anos. Já vi muitos mercados de canais FAST se formarem. Portanto, quando digo que o Brasil está diante de uma janela única para streaming gratuito com publicidade, não estou especulando. Nesse sentido, estou lendo os mesmos sinais que vi em outros mercados antes de explodirem.
A diferença, desta vez, é que o Brasil não está chegando tarde. Pelo contrário, está chegando no momento certo.
O tamanho do mercado
De fato, os números falam por si. Segundo a Omdia, o Brasil se tornará o segundo maior mercado de FAST do mundo em receita até 2029, superando o Canadá. Ainda assim, as receitas brasileiras de FAST devem quase triplicar, passando de US$ 119 milhões em 2024 para aproximadamente US$ 303 milhões em 2029.
Além disso, o uso semanal de FAST no Brasil quadruplicou nos últimos quatro anos. Além disso, 30% da população brasileira já consome conteúdo FAST semanalmente, segundo a mesma fonte. Não é tendência. É, portanto, comportamento consolidado.
O mercado global de FAST channel streaming também confirma a direção: de US$ 5,9 bilhões em 2024, deve chegar a US$ 11,7 bilhões até 2029, conforme dados da Advanced Television. Por essa razão, é importante notar que o número de canais FAST ativos cresceu 76% desde 2023, segundo a Nielsen. Em suma, o ecossistema está se expandindo em todas as direções simultaneamente.
Por que o Brasil é diferente na corrida dos canais FAST
A maioria dos mercados FAST maduros cresceu a partir de uma base de cabo e satélite em declínio. Nesse modelo, o consumidor migrou do pacote pago para o streaming gratuito como alternativa de custo.
No Brasil, no entanto, o movimento é outro. No entanto, o consumidor brasileiro nunca teve uma cultura de cabo tão profunda. Por isso, a adoção do FAST não é uma migração: é uma escolha nativa por conteúdo gratuito em tela grande.
Isso, portanto, muda tudo do ponto de vista de distribuição.
De fato, 83% do conteúdo FAST no Brasil é consumido em Smart TVs, especialmente via apps nativos, segundo a Omdia. Ou seja, Samsung lidera com 51% do mercado de Smart TVs no país, seguida pela LG com 20%. Ou seja, dois fabricantes controlam mais de 70% da tela onde o FAST brasileiro acontece.
Portanto, para quem quer distribuir um canal FAST no Brasil, o caminho passa obrigatoriamente pelo relacionamento com esses fabricantes. Não há, assim, atalho. Nesse sentido, Pluto TV, Samsung TV Plus e Tubi já estão entre os 10 serviços mais assistidos em Smart TVs no Brasil, ao lado do Netflix. O espaço está sendo ocupado agora.
A ordem correta para lançar canais FAST
Existe um erro recorrente que vejo emissoras e plataformas cometendo ao entrar em FAST channel streaming. Em primeiro lugar, elas começam pelo lugar errado.
Elas começam pelo conteúdo, antes de tudo.
Dessa forma, contratam produção, montam grade e desenvolvem identidade visual. E depois descobrem que não conseguem distribuição adequada. Contudo, o processo correto é exatamente o inverso.
Distribuição antes de conteúdo.
Isso, de fato, não é opinião. É a lógica do ecossistema. Um canal FAST sem distribuição em Samsung TV Plus, LG Channels, Pluto TV e Tubi no Brasil existe para ninguém. Por outro lado, um canal com distribuição consolidada, mesmo com um catálogo inicial modesto, constrói audiência, gera dados e atrai anunciantes.
A ordem correta, portanto, é: fechar os acordos de distribuição primeiro, entender as exigências técnicas de cada plataforma, definir a grade com base no que performa em cada uma delas. E só então investir pesado em produção e curadoria.
Quem inverte essa ordem, consequentemente, paga caro para aprender.
Como a TV 3.0 acelera os canais FAST no Brasil
A chegada da TV 3.0 no Brasil, baseada no padrão ATSC 3.0 (o mesmo adotado nos EUA como NextGen TV), representa uma aceleração significativa para o ecossistema FAST.
Com a TV 3.0, além disso, a interatividade e a entrega híbrida via internet e sinal aberto chegam à TV aberta convencional. Isso amplia a base disponível para FAST de forma expressiva. Consequentemente, não se trata mais apenas de quem tem Smart TV conectada. Trata-se de toda a base de televisores que receberá o novo sinal.
Em contrapartida, isso também aumenta a complexidade técnica da distribuição. Em contrapartida, cada canal precisará se adaptar aos requisitos do novo padrão. Sobretudo, as emissoras que já têm presença em TV aberta precisarão entender como integrar sua estratégia de FAST com a estratégia de TV 3.0, sem tratar os dois como projetos separados.
Em resumo, são a mesma janela de atenção. Por isso, precisam de uma estratégia única.
Qual é a decisão que devo ter agora
O mercado brasileiro de FAST channel streaming está em formação. As posições ainda estão abertas, ou seja, a oportunidade é real e imediata. Pluto TV, Samsung TV Plus e Tubi estão crescendo, mas o inventário de publicidade premium ainda não está saturado.
Isso significa, portanto, que quem estrutura presença agora captura audiência e dados antes da saturação. Por fim, esses dados se tornam o ativo mais valioso do ecossistema, porque definem qual conteúdo produzir, qual anunciante atrair e qual posição ocupar.
Em resumo, não é sobre ter o melhor canal. É sobre estar na posição certa quando o mercado consolidar.
Em conclusão, a janela está aberta. Mas não fica para sempre.
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