Retail media is no longer just about visibility – it is about closing the gap between the ad and the purchase. AI is making that possible by turning massive volumes of first-party data into real-time decisions: who sees an ad, when, with what message, and whether to keep showing it after the product is already in the cart. Global cases show efficiency gains of up to 16% in reach and 14% growth in attributed sales. In Brazil, retail media grew 42% in 2024, the fastest rate in the world. The next wave will belong to those who combine shopper data, AI-driven optimization, and human oversight. The brands that build this infrastructure now will not need to compete for attention later. They will already be at the moment of decision.

Retail Media com Inteligência Artificial: o anúncio que chega na hora da compra

Por muito tempo, o retail media com inteligência artificial foi tratado como promessa de futuro. Em 2026, porém, ele já é a operação do presente. A IA está encurtando o caminho entre o anúncio e a conversão. Consequentemente, quem entendeu isso primeiro já está medindo em resultados, não em cliques.

O problema que a IA veio resolver

Retail media sempre teve um ativo valioso: dados de quem compra, o quê, quando e com qual frequência. Por outro lado, o volume desse dado sempre foi o problema. Sinais fragmentados entre canais digitais e físicos, audiências que se comportam diferente em cada ponto de contato e campanhas configuradas manualmente, tudo isso limitava o potencial do canal.

Portanto, a pergunta nunca foi sobre a qualidade do dado. Foi, especificamente, sobre a capacidade de ativá-lo em escala e em tempo real. É exatamente aí que a inteligência artificial entra como peça central.

Segundo o eMarketer, a adoção de IA pelos brasileiros deve atingir a maioria da população em até cinco anos, em ritmo muito mais acelerado do que qualquer outra tecnologia anterior. Além disso, 46% dos brasileiros já usam IA diariamente. Sendo assim, o varejo que não integrar isso à sua operação de mídia vai perder a janela.

Como a IA transforma o retail media com inteligência artificial em resultado

No evento ADWEEK House Possible, Parbinder Dhariwal, da CVS Media Exchange (CMX), apresentou um caso concreto. A operação da CMX é construída sobre 90 milhões de registros de fidelidade, nove mil lojas e cinco milhões de clientes diários. O desafio, portanto, não era ter dado – era mover esse dado com velocidade suficiente para impactar cada campanha.

A resposta foi o CorIQ, plataforma de marketing inteligente da CMX. Ela aplica IA em três momentos: planejamento de mídia, otimização em tempo real e mensuração. Na prática, isso significa remover um consumidor de um segmento logo após a compra, recompor a audiência e reduzir a repetição de mensagem para quem já não tem intenção de converter. Como resultado, a eficiência de alcance cresceu 16%, as vendas atribuídas subiram 14% e o ROAS incremental avançou 15%.

Da mesma forma, no lado das marcas, Kelly Shu, da Kenvue, relatou crescimento superior a 30% em campanhas, com aumentos em conversão e ticket médio. Esses números não vêm de mais verba, vêm de mais inteligência aplicada ao mesmo investimento.

Retail media deixa de ser canal e vira infraestrutura de decisão

Esse é o movimento mais relevante da virada. Retail media com inteligência artificial não é apenas um formato de anúncio mais eficiente. É, sobretudo, a transformação do varejista em uma infraestrutura de decisão comercial, integrando CRM, dados transacionais, inventário e experiência omnichannel em uma única camada inteligente.

Segundo análise recente do eMarketer, os sistemas mais avançados já operam no conceito de agentic media buying: agentes de IA que interpretam sinais de mercado, orquestram campanhas cross-channel e ajustam investimentos de forma autônoma. Para o analista Yory Wurmser, a compra de mídia está deixando de ser uma função operacional e passando a ser uma função cognitiva.

No Brasil, esse movimento já tem nome e endereço. Empresas como Magalu, com o ecossistema Magalu Ads, e grandes redes de farmácias já ativam dados próprios para entregar anúncios personalizados com medição em tempo real. Além disso, dados da NRF 2026 indicam uplifts entre 15% e 20% em campanhas de retail media com telas digitais, números semelhantes aos que o mercado brasileiro já começa a registrar.

A pergunta que muda de escala

Até recentemente, a pergunta era: “quanto invisto em retail media?” Agora, a pergunta é outra: “qual é a minha infraestrutura de dados para a IA operar com contexto completo?” Sem integração entre CRM, mídia, e-commerce e loja física, os agentes de IA não conseguem tomar decisões com qualidade. Portanto, a tecnologia é o acelerador, mas a governança de dados é o pré-requisito.

O humano no centro: supervisão, não substituição

Tanto na operação da CMX quanto nos relatos da Kenvue, um ponto fica claro: a IA otimiza, mas não decide sozinha. Kelly Shu afirmou que a estratégia correta é permitir que a IA sinalize onde estão as oportunidades, enquanto o time humano supervisiona as decisões. Igualmente, Dhariwal reforçou que sempre haverá uma pessoa envolvida nos processos mais críticos.

Esse equilíbrio é especialmente relevante no Brasil, onde a LGPD impõe regras claras sobre uso de dados de consumidores. O uso responsável de dados first-party, aliado à personalização relevante, torna-se não apenas uma obrigação legal, mas também um diferencial competitivo real.

Além disso, dados da Kantar mostram que campanhas de retail media têm desempenho 1,8 vez superior a anúncios digitais tradicionais e quase três vezes mais impacto na intenção de compra. No entanto, esse ganho exige que a IA opere com dados de qualidade e que haja governança contínua para validar os modelos.

O Brasil está no centro dessa corrida

Em 2024, o mercado brasileiro de retail media cresceu 42,3%, o maior ritmo do mundo, ao dobro da média global. O setor movimentou R$ 3,8 bilhões e a projeção é que chegue a representar 22% de todo o share publicitário digital no Brasil até 2030. Atualmente, essa participação está em 16%.

Por isso, a janela está aberta agora. As marcas e varejistas que construírem a infraestrutura de dados, a integração omnichannel e os modelos de IA para ativação de audiência terão vantagem estrutural. As que esperarem, por outro lado, vão competir em um mercado já consolidado, com margens mais apertadas e exigências muito maiores de performance.

Na MADMIX, acompanhamos de perto como o retail media está chegando dentro de casa do consumidor, especialmente pela TV conectada. A convergência entre dados de varejo, intenção de compra e CTV é o próximo capítulo dessa história. Se quiser entender como posicionar sua operação nesse ecossistema, fale com a gente.

Autor

  • Marcelo Natali é engenheiro e sócio-fundador da MADMIX, advisory especializada em monetização e estratégia para CTV, Streaming e Telecom na América Latina.Com mais de 16 anos de experiência no setor, construiu uma trajetória reconhecida na região, com passagens por empresas como Philips, Samsung, Opera TV, Metrological (Comcast) e Vewd (Xperi). Ao longo dessa jornada, atuou nas áreas de produto, vendas, marketing e pré-vendas, sempre na interseção entre tecnologia, conteúdo e receita. Hoje, pela MADMIX, ajuda operadoras, fabricantes e plataformas a transformar audiência em resultado.

Achou relevante? Compartilhe com quem constrói no ecossistema de CTV.
LinkedIn X
Newsletter MADMIX

Receba novos artigos
direto no seu email.

Análises sobre CTV, FAST channels, retail media e TV 3.0, sem enrolação, sem spam. Só quando publicamos algo relevante.

Fale com a MADMIX

Esse tema faz parte da sua agenda?
Fale com Marcelo e Ricardo.

Uma conversa de 30 minutos para entender seu cenário. Sem proposta automática, sem deck genérico. Se fizer sentido para os dois lados, avançamos juntos.

Falar com Marcelo e Ricardo →

Respondemos em até 24 horas. Agenda limitada.