Connected TV is no longer just a branding channel. In Brazil, over 64% of internet users now consume content on CTV, according to Comscore. The 4th Brazilian CTV Webinar confirmed what the market has been building toward: CTV combines the emotional weight of traditional TV with the precision of digital. Consumers don’t reject advertising; they reject bad advertising. With 56% preferring ad-supported models, 84% taking action after seeing a CTV ad, and platforms like Netflix and Disney leading with contextual intelligence, brand lift and performance are converging. This article explores why that convergence is the most strategic opportunity in media today, and how TV 3.0 will accelerate it even further.

TV Conectada: a convergência entre brand lift e performance na CTV

A CTV brand lift e performance deixaram de ser mundos separados. O que a 4ª edição do Webinar de TV Conectada no Brasil, realizado pela Comscore, confirmou é algo que o mercado vinha sinalizando há algum tempo: a TV conectada absorveu o que a televisão tradicional sempre teve de melhor, a atenção, o impacto emocional, a presença na maior tela da casa, e conectou isso à mensuração, à segmentação e à inteligência do digital. Essa convergência não é uma promessa. Ela já está acontecendo.

O brasileiro na TV Conectada: atenção qualificada, não apenas inventário

O dado que mais chama atenção não é o crescimento da plataforma. É a qualidade da presença. O brasileiro já passa mais de 4 horas por dia na TV conectada, segundo a Comscore. Além disso, a mesma pesquisa aponta que a CTV alcançou 64% da população digital brasileira em 2024, um salto considerável frente aos 50% registrados nos dois anos anteriores.

Portanto, não estamos falando só de inventário crescente. Estamos falando de atenção qualificada. A TV conectada ocupa a maior tela da casa, muitas vezes com mais de uma pessoa assistindo ao mesmo tempo. De acordo com a Comscore, 78% dos espectadores assistem à CTV acompanhados, o que amplifica o alcance de cada anúncio exibido naquele ambiente.

Enquanto boa parte do digital ainda disputa cliques dispersos em telas pequenas, a CTV oferece contexto, permanência e co-visualização. São três atributos que o marketing de performance raramente consegue comprar junto em um único canal.

O consumidor não rejeita publicidade. Ele rejeita publicidade ruim

Talvez o dado mais revelador do estudo da Comscore seja este: 56% dos usuários preferem plataformas com publicidade em troca de acesso gratuito ou assinatura mais barata. Isso ressoa com o que os números do mercado mostram globalmente. Segundo o IAB Brasil, o vídeo concentrou 49% de todos os investimentos em publicidade digital no Brasil em 2025, confirmando a migração contínua de orçamentos antes destinados à TV linear.

Assim, o problema nunca foi a publicidade em si. O problema foi a publicidade fora de contexto, repetitiva, sem relevância para quem está assistindo. No ambiente da CTV, isso muda. A segmentação baseada em comportamento de visualização e interesses permite que a mensagem chegue no momento certo, para a pessoa certa, no conteúdo certo.

Além disso, a Comscore aponta que 58% dos espectadores se lembram de anúncios exibidos antes do início do conteúdo, e 51% se recordam dos veiculados durante a programação. Esses são números de lembrança que a publicidade digital em formatos menores raramente alcança.

Netflix e Disney mostraram o caminho: inteligência contextual no lugar da separação artificial

Por muito tempo, o mercado tratou brand lift e performance como disciplinas diferentes, com equipes diferentes, métricas diferentes e estratégias diferentes. Netflix e Disney começaram a desmontar essa separação na prática. O que elas construíram não é apenas um modelo de anúncio. É uma arquitetura de experiência, onde frequência controlada, contexto editorial e jornada do consumidor trabalham juntos.

No caso da Netflix, o plano com anúncios tornou-se um dos principais motores de crescimento. Segundo relatório da WARC Media, a plataforma deve conquistar quase 10% dos investimentos globais em publicidade em CTV até 2027. Isso representa uma validação de que o modelo funciona não apenas para o usuário, mas também para o anunciante.

A Disney, por sua vez, investiu em tecnologia própria para gerenciar anúncios no Disney+, no Hulu e na ESPN, unificando dados de segmentação dentro de um mesmo ecossistema. O resultado é uma entrega publicitária mais precisa e, consequentemente, menos rejeitada pelo espectador.

No modelo delas, o anúncio deixa de ser interrupção e passa a fazer parte da experiência. Esse é o ponto central da virada que estamos vivendo.

CTV brand lift e performance: quando os dados comprovam a convergência

Os números da Comscore são simbólicos e, ao mesmo tempo, muito concretos. 84% dos espectadores realizaram alguma ação após ver publicidade em CTV. Além disso, 41% acessaram um site ou loja, e 34% escanearam um QR code diretamente da tela.

Portanto, a TV conectada está deixando de ser apenas awareness. Ela se aproxima, cada vez mais, de ativação, intenção e conversão. Segundo a Tela Viva, campanhas com QR codes interativos e integração com mobile estão entre os formatos que mais aumentam a resposta do consumidor no ambiente de CTV no Brasil.

Também é relevante mencionar que, segundo estudo de brand lift conduzido pela Samsung Ads com marcas como Rexona, Pantene e Jeep, a publicidade em CTV apresenta resultados positivos em KPIs de intenção de compra e associação de mensagem. Por exemplo, uma campanha da Mondelez com QR codes em CTV gerou mais de US$ 20 milhões em receita e uma taxa de conversão de 2,93%, além de um aumento de 4,9% na consideração de marca, conforme estudo da Foursquare citado pelo AdExchanger.

Esses casos comprovam o que o mercado já intuía: brand lift e performance, na CTV, caminham juntos naturalmente. Não é preciso escolher entre construir marca e gerar resultado. É possível fazer os dois ao mesmo tempo, com os mesmos dados, no mesmo ambiente.

TV 3.0 e o próximo ciclo da convergência

Provavelmente, a TV 3.0 seguirá exatamente esse caminho. O novo padrão de transmissão brasileiro, baseado no ATSC 3.0, combina sinal aberto com conectividade IP, interatividade, segmentação geográfica de anúncios e qualidade 4K. Em outras palavras, ele traz para a TV aberta parte do que a CTV já oferece no streaming.

Isso significa que o inventário de atenção qualificada vai crescer ainda mais. Também significa que marcas que hoje ainda tratam TV e digital como canais separados precisarão rever essa visão com urgência.

Segundo o IAB, o mercado global de publicidade em CTV deve atingir US$ 38 bilhões em 2026, com crescimento anual projetado de 14%, segundo a eMarketer. No Brasil, o vídeo digital, que inclui CTV e streaming, já representa quase metade de todo o investimento em publicidade digital do país.

O futuro da mídia provavelmente não está na disputa entre TV e digital. Está, justamente, na convergência entre os dois. E quem entender isso agora constrói vantagem antes que o mercado sature.

Conclusão: a maior tela da casa virou canal de performance

A convergência entre CTV brand lift e performance não é uma tendência emergente. É uma realidade que os dados da Comscore, do IAB Brasil e das próprias plataformas já confirmam. A TV conectada une o impacto emocional da televisão com a precisão do digital, e esse encontro está mudando a forma como marcas constroem presença e geram resultado.

A MADMIX acompanha de perto esse movimento e ajuda empresas, anunciantes e plataformas a encontrarem seu posicionamento nesse novo ecossistema. Se quiser entender como sua marca pode capturar valor nessa convergência, entre em contato com a nossa equipe pelo WhatsApp da MADMIX. Também vale a leitura do nosso artigo sobre TV 3.0 e as novas oportunidades de monetização no Brasil.

Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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