The 2026 FIFA World Cup has broken the mold of sports broadcasting in Brazil. For the first time in decades, transmission rights have been distributed among multiple platforms, including CTV, YouTube, open TV, and pay TV. With 60% of Brazilians owning a Connected TV and the Ibope reporting that 96% of the population is interested in at least one sport, CTV has become the central arena for sports consumption and advertising. This article explores why the fragmentation of sports broadcasting is not a problem but rather the greatest revenue opportunity for brands, publishers, and CTV platforms in Brazil right now.

A Copa do Mundo de 2026 chegou para provar o que o mercado já vinha percebendo: a transmissão esportiva em CTV (TV Conectada) deixou de ser coadjuvante e assumiu o protagonismo no consumo audiovisual brasileiro. Segundo dados do Ibope apresentados no Mídia Master 2026, 60% da população brasileira já possui uma TV Conectada. Isso significa que o esporte mais amado do país agora chega pelas mãos de múltiplos players, em múltiplas telas, com múltiplas oportunidades de receita.

Portanto, quem ainda enxerga a fragmentação como ameaça está olhando para o lado errado do campo.

O fim do monopólio e o início da oportunidade

Durante quase três décadas, a transmissão da Copa do Mundo no Brasil pertenceu a um único grupo. Em 2026, esse monopólio acabou. Os direitos foram distribuídos entre Globo, SBT, CazéTV e plataformas digitais, incluindo o YouTube com transmissão gratuita de todos os 104 jogos.

No entanto, essa pulverização não é só um fenômeno editorial. É uma mudança estrutural no mercado de publicidade esportiva. Segundo a Warc Media, o Mundial deve movimentar US$ 10,5 bilhões em publicidade globalmente. No Brasil, a Globo projetou arrecadar cerca de R$ 2 bilhões em cotas comerciais apenas em suas plataformas. Além disso, dados do CENP-Meios mostram que a internet já respondeu por 39,8% dos investimentos publicitários no Brasil em 2024 à frente da TV aberta.

Assim, a Copa de 2026 não redistribui audiência. Ela redistribui poder.

A transmissão esportiva em CTV transforma o consumidor passivo em ativo

Adriana Favaro, vice-presidente de negócios do Ibope, foi direta no Mídia Master 2026: com a TV Conectada, o consumidor deixa de ser passivo no seu consumo e passa a ser ativo. Essa virada é estratégica para marcas e anunciantes. Primeiro, porque o consumidor escolhe onde assistir. Segundo, porque ele interage enquanto assiste.

Os dados reforçam esse comportamento. Cerca de 20% dos brasileiros assistem vídeo em duas ou mais telas no dia a dia. Em períodos de eventos esportivos, como fevereiro, esse número sobe para 51%. Por outro lado, o consumidor não enxerga isso como fragmentação, ele vê como interação, como forma de participar da narrativa em tempo real.

Portanto, o torcedor não trocou de tela. Ele ganhou mais telas. E espera que as marcas acompanhem esse movimento.

Coviewing: o esporte como experiência coletiva na TV Conectada

Outro dado revelado pelo Ibope merece atenção estratégica: 60% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos da Copa em casa com outras pessoas, a família, amigos, grupos. Além disso, 25% dos brasileiros já assistiram ao Brasileirão de 2025 em companhia. O coviewing, que é consumo coletivo, especialmente forte entre mulheres (37%) e crianças de 4 a 11 anos (47%).

Isso muda o cálculo de audiência para os anunciantes. Especificamente, significa que a TV Conectada não é uma tela individual. É uma tela de sala. Portanto, cada impressão pode alcançar mais de uma pessoa por vez, ampliando o impacto da mensagem e reduzindo o custo efetivo por exposição.

Segundo o Estudo Customizado de CTV da Comscore, 61% dos espectadores de CTV na América Latina têm interesse no Mundial e 37% chegaram a assinar um serviço de streaming motivados por eventos esportivos. Ou seja, o esporte é um dos maiores impulsionadores de adoção de CTV na região.

O desafio da atenção: fragmentação gera saturação

A mesma abundância de plataformas que cria oportunidades gera um risco que os dados do Ibope revelam com clareza. A hiperestimulação causa queda de atenção, aumento de custo e seletividade pelos consumidores. Na publicidade, 24% dos brasileiros rejeitam anúncios veiculados pelo fabricante da TV ou por operadoras de TV paga. Outros 23% rejeitam anúncios em serviços de streaming.

Portanto, o problema não é o inventário. O problema é a relevância. Anúncios genéricos em grandes eventos perdem eficácia justamente porque o torcedor está no modo de máxima atenção ao conteúdo e no modo de mínima tolerância ao que não faz sentido para ele.

Além disso, a fragmentação de plataformas exige que marcas e players de mídia dominem dados, segmentação e mensuração em escala. A era do planejamento de campanha estático acabou. O que funciona agora é a otimização contínua, impacto por impacto.

O que marcas e publishers precisam fazer agora

A Copa do Mundo de 2026 é um laboratório real para quem quer entender o novo ecossistema de transmissão esportiva em CTV. Antes de tudo, é preciso aceitar que não há mais uma única tela dominante. Há um ecossistema. E nesse ecossistema, vence quem souber distribuir mensagem, não apenas comprar espaço.

Especificamente, os próximos meses exigem três movimentos estratégicos. Primeiro, mapear onde a audiência-alvo está assistindo, e ela estará em mais de um lugar ao mesmo tempo. Segundo, investir em formatos que se integrem à experiência, como ads contextuais, shoppable ads e ativações que dialogam com o momento do jogo. Terceiro, mensurar além do GRP, medir atenção, intenção e impacto real de marca.

A TV Conectada é hoje a única tela que une o poder emocional da televisão com a precisão de dados do digital. Quem aproveitar esse momento está construindo vantagem competitiva antes que o mercado perceba o valor total desse espaço. Para saber como a MADMIX pode ajudar sua marca ou plataforma a capturar valor nesse novo ecossistema, fale com a gente agora.

Conclusão

A fragmentação da transmissão esportiva não é um problema a resolver. É uma oportunidade a capturar. O consumidor brasileiro já está na TV Conectada, já assiste com outras pessoas e já espera experiências mais relevantes das marcas que patrocinam o esporte que ele ama.

Portanto, a Copa do Mundo de 2026 não é apenas um evento esportivo. É o maior teste de maturidade do mercado de CTV no Brasil. E o placar já está aberto. Quer entender como estruturar sua estratégia de monetização e publicidade em CTV? Leia também nosso artigo sobre Retail Media e TV Conectada e descubra como o ambiente doméstico virou o novo ponto de venda.

Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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