Connected TV is rewriting the rules of attention. A South Korean experiment called FoodNeverComes revealed that anticipation drives engagement more than the reward itself, a principle rooted in how dopamine works. Traditional television only broadcasts. Connected TV lets viewers vote, choose camera angles, answer polls and buy products straight from the screen. In Brazil, Comscore reports that 67 percent of the digital population, roughly 88 million people, already watches Connected TV. Samsung Ads found that 90 percent use smart TVs as their main device, with strong active attention during ads. Viewers also want more interactivity: nearly a third prefer interactive ads, and Brazil’s upcoming TV 3.0 standard adds live voting and shoppable content. Brands that master this shift will convert attention into participation, and participation into revenue.

Neurociência em CTV: Por Que a Interatividade Vende Mais

Um experimento sul-coreano chamado FoodNeverComes surpreendeu cientistas do comportamento. Ele mostrou que a expectativa de uma recompensa prende mais atenção do que a recompensa em si. A neurociência em CTV explica por que essa descoberta muda o jogo da publicidade. Afinal, a TV Conectada não vende apenas espaço. Ela vende participação.

O Que a Neurociência em CTV Ensina Sobre Dopamina

Durante décadas, o mercado publicitário perseguiu um único objetivo: prender o olhar do consumidor. Comerciais mais criativos, campanhas mais emocionantes e formatos mais invasivos definiram essa corrida. Porém, a economia da atenção amadureceu. Hoje, capturar o olhar já não basta.

A dopamina explica o motivo. Diferentemente do que muita gente pensa, ela não representa apenas prazer. Na verdade, ela funciona como um sistema de motivação, ativado pela expectativa e pela descoberta. Por isso, jogos, redes sociais e plataformas digitais viciam tanto. A jornada importa mais do que o destino, e a neurociência em CTV usa exatamente esse princípio.

Da Passividade à Participação: a Virada da TV Conectada

A televisão tradicional sempre funcionou em uma via só. O espectador assistia, e ponto final. A TV Conectada quebra essa lógica. Agora, o público vota em tempo real, escolhe ângulos de câmera, responde enquetes e compra produtos direto da tela.

A TV 3.0 reforça essa transformação no Brasil. Com estreia prevista para 2026, o novo padrão promete votações ao vivo, compras integradas à programação e conteúdos extras sob demanda. Portanto, a tela deixa de ser um canal de distribuição. Ela vira uma plataforma de relacionamento e dados.

Essa mudança também redefine a métrica de sucesso. Antes, audiência era praticamente o único indicador relevante. Agora, surgem sinais muito mais ricos: tempo de interação, intenção demonstrada, geração de leads e taxa de conversão. Pela primeira vez, a TV mede não só quem assistiu, mas como cada pessoa participou.

Os Números Por Trás da Neurociência em CTV no Brasil

Os dados comprovam essa virada de comportamento. Segundo a Comscore, 67% da população digital brasileira já assiste conteúdo em TV Conectada, o equivalente a 88 milhões de pessoas. Além disso, um estudo da Samsung Ads em parceria com a Amplified Intelligence mostra que 90% dos brasileiros usam a smart TV como dispositivo principal, com atenção ativa em 59% dos primeiros 15 segundos de um anúncio.

Por fim, a Exame revela apetite real por participação: cerca de um terço dos espectadores prefere anúncios interativos, uma parcela relevante busca formatos de shopping e outra parte quer experiências gamificadas. Ou seja, o público já pede o que a neurociência em CTV explica há tempos.

Como Transformar Atenção em Receita

As oportunidades para marcas e emissoras se multiplicam. Um programa culinário pode vender os ingredientes da receita direto na tela. Uma montadora pode agendar test drives durante o lançamento de um carro. Um jogo de futebol pode oferecer estatísticas ao vivo e votação do melhor jogador da partida.

Esse movimento conversa diretamente com o avanço do Retail Media e CTV no Brasil, onde dados de compra encontram a tela grande. Também se conecta ao crescimento do Commerce Media, que transforma cada interação em oportunidade de venda.

O Novo Ciclo de Valor

Atenção desperta curiosidade. Curiosidade gera participação. Participação produz dados. Dados alimentam inteligência, e inteligência gera personalização. No fim, a relevância impulsiona conversão. Esse ciclo é a maior diferença entre a televisão do passado e a do futuro.

Conclusão: Atenção Não Basta Mais

Toda essa oportunidade exige responsabilidade. Transparência e respeito aos dados do consumidor vão pesar tanto quanto inovação em um mercado cada vez mais regulado. Portanto, as marcas que entenderem esse equilíbrio vão construir relacionamentos duradouros.

A neurociência em CTV deixou uma coisa clara: o futuro da mídia não pertence a quem captura atenção. Pertence a quem transforma atenção em participação e participação em negócio. Quer estruturar essa estratégia na sua empresa? Fale com a MADMIX.

Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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