Amazon and Walmart have competed for US retail leadership for years. Now that rivalry has a new stage: connected TV, or CTV. Amazon built its edge through Prime Video, Fire TV, Twitch and exclusive sports rights such as NFL Thursday Night Football, combining premium content, qualified audiences and purchase data in one ecosystem. Walmart chose a different route, buying smart TV maker Vizio in 2024 and agreeing, in June 2026, to acquire self-serve CTV platform Vibe.co for roughly 1.4 billion dollars. Amazon generated 68.6 billion dollars in ad revenue in 2025, against Walmart’s 6.4 billion, though Walmart is growing about twice as fast. EMARKETER expects the two retailers to capture 89 percent of incremental retail media growth in 2026. The real question is no longer who sells more ads, but who controls the connection between attention, data and purchase inside the living room.

Amazon e Walmart: a Batalha que Vai Definir a CTV do Varejo

Amazon e Walmart dominam o varejo americano há décadas. Agora, a disputa entre as duas gigantes ganhou um novo campo. Trata-se da CTV, sigla para Connected TV, ou TV Conectada. Por trás dessa mudança existe um motivo direto: os maiores orçamentos de publicidade migram para ambientes que unem alcance, dado e conversão. Portanto, a briga Amazon Walmart CTV deixou de ser sobre quem vende mais anúncio. Ela passou a definir quem vai controlar a relação entre atenção, dado e compra dentro da tela da televisão.

Amazon e Walmart: a corrida pela CTV começou nas prateleiras

Amazon e Walmart competem pelo posto de maior varejista dos Estados Unidos há anos. No entanto, a disputa mudou de arena. Antes, a batalha acontecia nas prateleiras e no preço. Hoje, ela acontece na tela da sala.

Segundo a AdExchanger, a Amazon faturou US$ 68,6 bilhões em publicidade em 2025. O Walmart, por sua vez, somou US$ 6,4 bilhões, crescimento de 46% sobre o ano anterior. No entanto, a diferença em valores absolutos ainda é grande. Ainda assim, o Walmart cresce cerca de duas vezes mais rápido do que a Amazon. Esse ritmo é um sinal claro de que a disputa está longe de terminar.

O ecossistema da Amazon: conteúdo, audiência e dado em um só lugar

A Amazon construiu essa vantagem ao longo de anos. Ela reúne Prime Video, Fire TV e Twitch dentro de um mesmo ecossistema. Além disso, a empresa detém direitos exclusivos, como o Thursday Night Football da NFL. Dessa forma, a Amazon uniu conteúdo premium, audiência qualificada e dado de consumo em um único ambiente.

A operação de anúncios da Amazon já responde por cerca de 79,7% do investimento em retail media nos Estados Unidos, segundo a eMarketer. Esse número explica por que a Amazon virou referência obrigatória para qualquer marca que queira falar com o consumidor no momento certo.

Walmart aposta em infraestrutura: Vizio e Vibe.co

O Walmart escolheu um caminho diferente. Em vez de competir diretamente por conteúdo, o Walmart fortaleceu sua posição pela infraestrutura. Assim, a empresa comprou a Vizio, fabricante de Smart TVs, por US$ 2,3 bilhões em 2024. Com esse movimento, o Walmart passou a controlar uma camada essencial da CTV: o próprio sistema operacional da televisão.

Em junho de 2026, o Walmart avançou ainda mais. A empresa fechou acordo para adquirir a Vibe.co, plataforma de publicidade em CTV voltada a pequenas e médias empresas, por cerca de US$ 1,4 bilhão. A combinação aproxima anunciantes menores do inventário de CTV. Além disso, ela reduz a distância entre a marca e a jornada de compra do consumidor.

Os números da disputa

Os dados confirmam a dimensão da briga. O Walmart Connect detém 8% do mercado de retail media nos Estados Unidos. A Target Roundel, terceira colocada, fica com apenas 1,5%, segundo a eMarketer. Por essa razão, a distância entre as duas líderes e o restante do mercado só aumenta.

A eMarketer também estima algo relevante: Amazon e Walmart vão responder por 89% de todo o crescimento incremental do retail media em 2026, uma concentração inédita nesse mercado. O investimento em retail media nos Estados Unidos deve somar US$ 69,33 bilhões em 2026. Nesse contexto, a publicidade em CTV dentro do retail media cresce cerca de três vezes mais rápido do que a busca.

De quem vende mais anúncio para quem controla a jornada

O mais interessante, porém, não está nos valores. Está na mudança de paradigma. A discussão deixou de ser apenas quem vende mais publicidade. Agora, a verdadeira disputa é outra. Trata-se de definir quem vai controlar a relação entre atenção, dado e compra dentro da experiência da TV Conectada. É justamente nesse ponto que surge uma transformação estrutural do mercado.

A TV como sistema operacional dos negócios

A TV deixa de ser apenas um veículo de comunicação. Ela passa a exercer um papel parecido com o dos sistemas operacionais na computação. Ou seja, vira uma infraestrutura sobre a qual novos modelos de negócio podem ser construídos. Nesse cenário, a convergência entre CTV, retail media e T-Commerce vira uma das maiores oportunidades da indústria de mídia.

Já mostramos como o T-Commerce não é e-commerce na TV, e por que essa confusão custa caro para quem chega atrasado. Mais do que exibir anúncio, a televisão conectada passa a integrar descoberta, engajamento, intenção e conversão em um único ambiente. Como resultado, ela reduz a distância entre o momento em que o consumidor é impactado e o momento em que ele compra.

A próxima batalha já começou

A disputa entre Amazon e Walmart mostra algo importante. O futuro da televisão não depende só do conteúdo exibido na tela. Ele depende da inteligência que conecta audiência, dado e comércio. Aliás, esse mesmo movimento de disputa por infraestrutura aparece em outras frentes do setor. Mostramos um exemplo no artigo sobre Fox e Roku e quem controla a TV conectada.

Para marcas, fabricantes e operadoras, ficar de fora dessa conversa tem um custo. Em outras palavras, significa perder espaço em um dos ambientes que mais cresce dentro da publicidade digital. Já para quem entende o momento, a CTV virou porta de entrada direta para o consumidor.

Conclusão

A guerra Amazon Walmart CTV é a prova de que a TV Conectada virou o novo campo de batalha do varejo e da mídia. Quem controlar o dado, o conteúdo e a distribuição vai controlar a receita dos próximos anos.

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Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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