A 30-year study by Troiano, tracking more than 100,000 interviews across 1,543 brands since 1996, shows that consumer unawareness of brands has jumped from 5.2% to 38.2%, while deep brand loyalty collapsed from 8.3% to 2.1%. Rejection hasn’t grown: brands simply became invisible. Ricardo Godoy argues this is the cost of a marketing culture built almost entirely around performance, which captures demand that already exists but does nothing to create it. Storytelling alone doesn’t fix this either, unless the story is true and lived inside the communities a brand claims to belong to, the way Red Bull backs its energy-and-risk positioning with real sponsorships and content rather than slogans. Connected TV, he writes, is uniquely positioned to close this gap: it combines television’s emotional and narrative power with digital-grade data, targeting, interactivity and conversion, letting brands build memory and capture demand within the same strategy. The real risk today isn’t rejection, Godoy concludes, it’s becoming invisible amid the noise, and relevance only emerges when brand-building and performance work together, backed by a true story and a legitimate presence in the community.

O maior risco de uma marca hoje é deixar de existir na consciência do consumidor

Pesquisa da Troiano mostra avanço do desconhecimento das marcas e reforça a necessidade de integrar construção de marca, comunidade e conversão

Nunca foi tão fácil encontrar o consumidor. Também nunca foi tão difícil permanecer em sua consciência.

O estudo “30 anos de marcas: o que mudou?”, da Troiano, ajuda a dimensionar esse paradoxo. A pesquisa reúne mais de 100 mil entrevistas e acompanha a relação dos consumidores com 1.543 marcas desde 1996. Em três décadas, o nível médio de desconhecimento saltou de 5,2% para 38,2%. No mesmo período, a idealização, estágio em que existe vínculo profundo, preferência natural e defesa espontânea da marca, caiu de 8,3% para 2,1%.

Deixaram de existir em sua consciência

A familiaridade também recuou, de 65,5% para 46,7%, assim como a preferência. A rejeição, porém, não aumentou. Esse talvez seja o dado mais revelador. As pessoas não passaram a rejeitar mais as marcas. Muitas marcas simplesmente deixaram de existir em sua consciência.

A digitalização multiplicou produtos, mensagens, plataformas e pontos de contato, enquanto a capacidade humana de atenção permaneceu limitada. As marcas passaram a saber cada vez mais sobre o consumidor, mas isso não significa que o consumidor saiba mais sobre elas.

Marca cria memória, significado e preferência

Parte dessa perda de relevância pode estar relacionada ao predomínio de uma lógica orientada quase exclusivamente à performance. Cliques, leads, vendas e conversões são indispensáveis, mas capturam uma intenção que, em grande parte, já existe. Quando todo o investimento se concentra no fim da jornada, falta alguém para construir o começo.

Quem faz apenas performance pode gerar resultado no curto prazo, mas corre o risco de perder relevância no longo prazo. Performance encontra demanda. O trabalho de marca cria memória, significado e preferência. Não se trata de escolher um lado. Marca sem conversão pode gerar lembrança sem resultado. Performance sem marca pode gerar uma venda sem construir valor.

Uma história verdadeira, relevante e legítima

Essa construção também não se resolve apenas com storytelling. Contar uma história deixou de ser suficiente. A história precisa ser verdadeira, relevante e legítima dentro da comunidade com a qual a marca pretende conversar. Não pode ser uma narrativa artificial criada para uma campanha e abandonada na campanha seguinte.

A marca precisa participar daquele universo e fazer parte de sua representação. A Red Bull é um exemplo. Ela não apenas diz que representa energia, risco e superação. Patrocina atletas, cria competições, produz conteúdo e mantém presença contínua nas comunidades ligadas a esse território. A publicidade não inventa sua história. Apenas amplia aquilo que a marca comprova por meio de suas ações.

É essa coerência entre discurso, presença e comportamento que transforma comunicação em cultura. Quando existe verdade, a comunidade reconhece a marca como parte daquele contexto. Quando não existe, o storytelling vira apenas uma história da carochinha, bem produzida, mas incapaz de criar vínculo.

Vai além da distribuição de anúncios

Nesse cenário, a TV conectada ganha uma função que vai além da distribuição de anúncios. A CTV reúne a força audiovisual e emocional da televisão com os dados, a segmentação, a interatividade e a capacidade de conversão do digital. Pode construir marca e, ao mesmo tempo, aproximar comunicação e resultado.

Conteúdo, creators, publicidade contextual, QR Codes, live commerce e T-commerce permitem que a marca participe da experiência, e não apenas interrompa o consumidor. Mas a tecnologia, sozinha, não resolve o problema. Sem verdade, contexto e relevância, apenas multiplicaremos estímulos em mais uma tela.

A oportunidade está em usar a CTV para integrar aquilo que o mercado separou. Atenção, memória, intenção e conversão precisam fazer parte da mesma estratégia. A performance deve transformar demanda em resultado. A marca deve produzir as razões pelas quais o consumidor escolhe, permanece e volta.

Relevância nasce quando as duas trabalham juntas

O maior risco de uma marca hoje não é ser rejeitada. É tornar-se invisível em meio ao excesso. Performance gera resposta. Marca gera preferência. Relevância nasce quando as duas trabalham juntas, sustentadas por uma história verdadeira e por uma presença legítima na comunidade.

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Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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