English Summary
The CTV Consumer Journey: What CMO Summit 2026 Made Clear
The CMO Summit 2026 in São Paulo produced one conclusion before the first day ended: the competition is no longer for media — it is for control of the consumer journey. Brazilian marketing has shifted from a communications function to a direct P&L responsibility. The CMO now influences product, pricing, and growth direction, not just campaigns. CTV sits at the center of this shift, yet few companies are actually operating from that position. The article maps the gap between what the market says it understands and what it is actually executing.
Nos dias 25 e 26 de março, aconteceu o CMO Summit 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo. Dois dias de painéis, dados e conversas sobre o novo papel do marketing, e uma conclusão ficou clara antes do encerramento do primeiro dia: a disputa não é mais por mídia, mas sim pelo controle da jornada do consumidor. E a CTV está no centro dessa disputa, ainda que poucos estejam operando dessa forma.
O marketing entrou no P&L. O problema é que a execução ainda não acompanhou
O evento consolidou algo que já vinha acontecendo, mas que agora virou regra de negócio. O marketing brasileiro mudou de função. Deixou de ser uma área de comunicação e passou a ser diretamente responsável por crescimento, conversão e receita. Ao entrar no P&L das empresas, o CMO passou a influenciar não apenas campanhas, mas produto, pricing, experiência e direcionamento de crescimento.
Além disso, ficou evidente que o mercado já entende os elementos que sustentam esse cenário. Atenção, dados, experiência, performance e receita dominaram as discussões. Há um consenso claro sobre o que importa. Por outro lado, essa clareza conceitual ainda não virou execução. As empresas seguem operando de forma fragmentada, com mídia, dados, tecnologia e varejo em silos separados. O resultado: esforço, investimento e produção, com pouca integração real, o que limita diretamente a capacidade de conversão.
Do criativo para a performance. Da ferramenta para a infraestrutura
O primeiro dia do evento reforçou a pressão por eficiência. Em um cenário de atenção fragmentada e custo de mídia crescente, fazer mais com menos deixou de ser diferencial e passou a ser obrigação. A discussão, que durante anos esteve centrada no criativo, migrou definitivamente para o campo da performance.
A inteligência artificial, embora presente em praticamente todos os painéis, deixou de ser tratada como diferencial competitivo. Passou a ser entendida como infraestrutura. O acesso à tecnologia se tornou comum. Por isso, o que diferencia agora é a capacidade de execução, a leitura de contexto e a aplicação estratégica, não a ferramenta em si.
No segundo dia, o foco avançou para a construção de resultado. Dados, experiência e integração passaram a ser tratados como pilares inseparáveis. Não basta capturar atenção se ela não se transforma em jornada. E não existe jornada eficiente sem orquestração de dados. As marcas deixaram de buscar mídia isolada e passaram a demandar sistemas conectados, capazes de integrar o impacto inicial à decisão de compra, ligando de forma contínua os ambientes físico e digital.
Nesse contexto, o retail media se consolidou como uma das principais estruturas de crescimento, reposicionando o varejo como plataforma que une mídia, dados e distribuição.
O mercado entende as peças. Mas ainda não construiu o sistema
Apesar dessa evolução, o evento deixou evidente uma lacuna relevante. O mercado já entende os elementos. Mas ainda não os conectou em um sistema funcional. A falta de integração entre atenção, dados e experiência impede que a jornada do consumidor seja capturada de forma completa. O jogo está em aberto, não por falta de conhecimento, mas por falta de estrutura.
É exatamente nesse ponto que surge a principal oportunidade estratégica. A maior parte das iniciativas de retail media ainda está concentrada no e-commerce e no ponto de venda físico. No entanto, a jornada do consumidor CTV começa antes desses ambientes. Ela se inicia dentro da casa, no momento em que a intenção ainda está sendo formada.
Esse espaço, ainda pouco explorado, é onde a influência sobre a decisão de compra pode ser mais efetiva e menos disputada. Não por acaso, especialistas em retail media já apontam a CTV como o novo topo do funil, capaz de construir awareness e consideração com a mesma precisão de segmentação que antes só existia na etapa de conversão.
A CTV não substitui canais. Ela estrutura a camada anterior da jornada
A TV conectada se posiciona como um dos poucos ambientes capazes de integrar, de forma simultânea, atenção, contexto, experiência, dados e potencial de conversão. Diferentemente de outros canais, onde esses elementos aparecem de forma fragmentada, a jornada do consumidor CTV permite construir percursos mais completos dentro de um único ambiente.
Não se trata de substituir canais existentes. Trata-se de estruturar uma camada anterior da jornada, onde a intenção nasce e pode ser direcionada antes de chegar ao PDV ou ao e-commerce. No Brasil, 84 milhões de pessoas já estão em CTV, com média de quatro horas diárias de consumo (Comscore). Esse tempo não é passivo. É janela de influência.
Além disso, 84% dos usuários de CTV no Brasil já tomaram alguma ação após serem expostos a um anúncio (Comscore). Isso significa que a jornada do consumidor CTV já está acontecendo. A questão é se a sua marca está presente nela, ou não.
Para entender como o T-Commerce opera como interface de consumo nesse ambiente, vale ver o que já está em funcionamento no mercado brasileiro.
A disputa mudou. A lógica ainda não
O que se desenha é uma mudança de lógica. A disputa deixa de ser por inventário de mídia e passa a ser pelo controle da jornada do consumidor. Empresas que continuam operando sob a lógica tradicional tendem a competir por eficiência marginal. Por outro lado, aquelas que conseguem integrar dados, experiência, distribuição e contexto passam a ter maior capacidade de influenciar decisões e capturar valor ao longo de toda a jornada.
O CMO Summit 2026 não trouxe respostas definitivas. Mas deixou um diagnóstico preciso do momento do mercado. O marketing evoluiu, o nível de exigência aumentou e o foco em resultado se consolidou. O que ainda falta não é entendimento, mas execução integrada. Nesse novo cenário, a vantagem competitiva não estará apenas em fazer melhor. Estará em estruturar melhor.
Porque, no fim, quem conseguir controlar a jornada do consumidor estará em posição de controlar a geração de receita.
A pergunta é simples: você está posicionado para isso?
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