For decades, marketing operated through separate silos: attention for branding, intent for engagement, and conversion for sales. That model has collapsed. In 2026, connected TV (CTV) is transforming these three elements into a single continuous flow where discovery, desire, and transaction happen on the same screen. With US CTV ad spending reaching $38 billion and interactive formats delivering 36% higher brand recall, the platforms that control attention, interpret intent, and activate conversion within their own environment are building the infrastructure that will define the next decade of media and commerce.

Atenção, Intenção e Conversão: O Novo Marketing na TV Conectada

Por décadas, o marketing operou sobre três pilares separados: atenção, intenção e conversão. Cada um vivia em um silo diferente, com times, canais e métricas próprias. Assim, quem dominava a atenção comprava mais mídia. Quem capturava intenção otimizava buscas. Quem executava conversão rodava campanhas de performance. Esse modelo acabou. Portanto, o comportamento do consumidor mudou. E a TV conectada está no centro dessa transformação.

A Atenção Deixou de Ser Escassa: Agora É Disputada

Atenção continua valiosa. No entanto, ela não é mais escassa, é disputada. Segundo a Global Web Index, 69% dos espectadores de CTV usam o celular como segunda tela enquanto assistem. Além disso, o consumidor alterna entre TV, celular, redes sociais e múltiplas plataformas ao mesmo tempo. Não basta aparecer. Por isso, é preciso ser relevante no exato momento em que aquela atenção existe.

Atenção sem continuidade é desperdício. Trata-se de mídia que impacta, mas não transforma. O modelo antigo funcionava quando havia poucos pontos de contato. Em seguida, a fragmentação de telas criou um ambiente onde o mesmo consumidor pode estar em cinco ambientes diferentes em menos de dez minutos. Portanto, a real escassez agora é contexto, não visibilidade.

A Intenção Nasce Onde a Atenção Se Forma: Dentro de Casa

A grande virada está em perceber onde a intenção se forma. Ela nasce no ambiente mais poderoso de todos: a tela da TV. É ali que o consumidor descobre, se interessa e cria desejo. Assim, a TV conectada deixa de ser apenas um meio de comunicação e passa a ser um ambiente de influência direta sobre o comportamento. Além disso, quando conectada, ela transforma narrativa em dado.

No Brasil, a CTV já está presente em 64% dos lares com acesso à internet, segundo a Comscore. Sobretudo, são 86 milhões de espectadores de streaming no país. Cada interação revela sinais claros do que aquele consumidor quer. Por isso, atenção, intenção e conversão não podem mais ser tratados como etapas abstratas. Em vez disso, precisam ser capturados, interpretados e ativados em tempo real.

Dados Que Transformam Comportamento em Oportunidade

Quando falamos de atenção, intenção e conversão no contexto da CTV, portanto, estamos falando de um sistema onde cada escolha do espectador gera inteligência. Além disso, essa inteligência se traduz em ação comercial. É isso que diferencia quem ainda opera no modelo antigo de mídia de quem já entendeu o novo jogo.

O Funil Colapsou: Descoberta e Transação Compartilham a Mesma Tela

Durante muito tempo, a conversão ficou restrita ao digital tradicional, ao clique, ao e-commerce, ao fundo do funil. Essa separação acabou. Segundo o eMarketer, o investimento global em publicidade em CTV deve alcançar US$ 37,95 bilhões em 2026, crescimento de 15% sobre o ano anterior. Mais do que volume, portanto, o que muda é a natureza do canal: ele agora opera ao longo de todo o funil.

Além disso, os formatos interativos estão entregando resultados mensuráveis em todas as etapas. Pesquisa da BrightLine aponta que anúncios interativos em CTV aumentam o recall espontâneo de marca em 36%, o tráfego no ponto de venda em 13% e a afinidade com a marca em 33%. Assim, 41,8% dos profissionais de marketing nos Estados Unidos já utilizam formatos interativos e compráveis em CTV e redes sociais, segundo dados do eMarketer de abril de 2025.

Formatos Shoppable e a Nova Jornada de Compra

Quando a TV se conecta com dados e com camadas de comércio, portanto, ela deixa de ser apenas mídia e se torna infraestrutura de negócios. Um filme pode vender. Um programa pode gerar transação. Um anúncio pode ser acionável. Assim, o conteúdo deixa de ser apenas entretenimento e passa a ser também um ponto de venda ativo.

Na prática, isso já acontece. A Amazon lançou anúncios compráveis no Prime Video que permitem adicionar produtos diretamente ao carrinho. A Instacart integrou formatos shoppable no YouTube e no Roku. Além disso, segundo o IAB, 38% dos compradores de mídia nos EUA aumentaram o investimento em anúncios compráveis em 2025. Esse é o funil colapsado em ação, no mesmo ambiente onde a atenção foi captada e a intenção se formou.

Atenção, Intenção e Conversão Como Sistema Integrado

Atenção sem intenção é superficial. Intenção sem conversão é oportunidade perdida. E conversão sem contexto é ineficiente. Portanto, o novo marketing é a integração desses três elementos em um fluxo contínuo, onde cada etapa alimenta a próxima. Não existe mais divisão entre branding e performance. Em vez disso, existe um sistema único, onde impacto e resultado caminham juntos.

Sobretudo, as plataformas que vão liderar os próximos anos são aquelas que entenderem isso agora. Que conseguirem capturar atenção qualificada, transformar em intenção real e converter dentro do próprio ambiente. Não como uma adaptação, mas como arquitetura nativa. Para entender como o mercado brasileiro está posicionando suas estratégias nesse novo ecossistema, vale acompanhar também nossa análise sobre Retail Media e TV 3.0 no blog da MADMIX.

É isso que estamos construindo na MADMIX e na Soul TV: uma infraestrutura presente em quase 200 países onde conteúdo, dados e transação operam no mesmo ambiente. Portanto, não estamos falando de evolução de mídia. Estamos falando de uma mudança estrutural no funcionamento do ecossistema de atenção, intenção e conversão.

Quem Controla o Sistema, Controla o Negócio

A mídia deixou de ser apenas um canal. Virou um sistema. Nesse sistema, portanto, quem controla a atenção, interpreta a intenção e ativa a conversão, controla o negócio. Esse é o ponto central. Não há mais espaço para tratar esses três elementos em silos separados, com times, ferramentas e métricas diferentes.

Além disso, os dados confirmam essa transformação. Com anúncios shoppable convertendo 5x melhor que vídeos padrão e 90% dos lares americanos usando dispositivos de CTV mensalmente, segundo dados da MNTN de janeiro de 2026, o futuro não está em discussão. Assim, ele já está sendo construído por quem entendeu que atenção, intenção e conversão agora operam como um só.

Se quiser entender como estruturar essa arquitetura para sua empresa dentro do novo ambiente de CTV e Retail Media, fale com a MADMIX. O resto ainda está discutindo formato. Nós já estamos construindo infraestrutura.

Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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