Brazil is on track to become the world’s third-largest FAST channel market by 2029, with projected revenues of US$303 million. Despite strong audience growth, Pluto TV already records 3.1 billion viewing minutes per month, monetization remains constrained by the lack of standardized measurement metrics. Advertisers can’t compare FAST CPMs with premium CTV or attribute conversions on the big screen. Three factors will separate real revenue from mere presence: premium inventory with strong dwell time, cross-screen measurement technology, and programmatic infrastructure. The 2026 Soccer World Cup is the catalyst the market cannot afford to miss.

O Brasil está a caminho de se tornar o terceiro maior mercado de canais FAST do mundo até 2029. Isso não é projeção otimista de quem quer vender consultoria. É dado da Omdia, apresentado no MIPCOM e referenciado pelo IAB Brasil na edição 2026 do Guia de Vídeo Digital, Streaming e CTV, publicado em março. A questão central é: o que precisa acontecer para que a monetização dos canais FAST vire receita de verdade no Brasil?

O crescimento dos canais FAST no Brasil é inegável

Os números são concretos. O número de canais FAST no Brasil cresceu mais de 50% no último ano. A Pluto TV já registra 3,1 bilhões de minutos de visualização por mês. O Samsung TV Plus opera com mais de 4.300 canais em 30 países, com presença consolidada aqui. A TCL cresce em ritmo de quatro novos canais por mês. Além disso, grupos de mídia tradicionais, como Jovem Pan, UOL e SBT, entraram no modelo com canais próprios.

Por isso, quando o IAB Brasil fala em “era do Vídeo Total”, não está exagerando. O Brasil evoluiu de um país mobile-first para uma realidade cada vez mais centrada na TV conectada. O consumo diário médio em CTV já chega a quatro horas, segundo a Comscore. Esse é o ambiente onde a monetização dos canais FAST precisa performar.

O problema não é audiência. É mensuração

No entanto, o ecossistema ainda enfrenta um gargalo crítico: a falta de padronização nas métricas de audiência. Plataformas, agências, anunciantes e institutos de pesquisa ainda não falam a mesma língua. Por isso, anunciantes têm dificuldade em compreender a proposta de valor real do formato.

O modelo FAST combina escala televisiva com segmentação digital e acesso gratuito para o usuário. Teoricamente, é o melhor dos dois mundos. Na prática, porém, quem compra mídia ainda questiona: como medir impressão real? Como comparar CPM de canal FAST com CTV premium? Como atribuir conversão em tela grande?

Enquanto essa questão não for resolvida de forma padronizada, parte do orçamento que deveria migrar da TV linear para o ambiente digital vai continuar represado. Não por falta de audiência. Por falta de confiança na mensuração.

Monetização Canais FAST: o que separa receita de presença

Existem três movimentos que definem quem vai capturar receita de verdade nesse mercado, e não apenas registrar audiência.

O primeiro é a construção de inventário qualificado. Não basta ter canais. É preciso ter conteúdo relevante o suficiente para gerar dwell time, o tempo real de atenção do espectador. Conteúdo de catálogo genérico não converte anunciante premium.

O segundo é a adoção de tecnologia de mensuração cross-screen. Plataformas que conseguem rastrear a jornada do usuário entre mobile, CTV e linear têm vantagem competitiva concreta na venda de mídia. Consequentemente, conseguem CPMs maiores e contratos mais longos.

O terceiro é a integração programática. O IAB Brasil aponta que o mercado caminha para a combinação de compra direta, programática e modelos híbridos. Operadores que não tiverem infraestrutura de adtech para suportar compra programática vão perder receita para quem tiver.

A Copa do Mundo 2026 é o catalisador que o mercado não pode perder

Além da estrutura de mercado, existe um evento que vai amplificar tudo isso: a Copa do Mundo de 2026. Em ano de Copa, o consumo multiplataforma cresce de forma acelerada. O IAB Brasil já identifica essa dinâmica como oportunidade direta para captura de audiência incremental e engajamento integrado em múltiplas telas.

Portanto, quem estiver com a casa em ordem em termos de inventário, mensuração e integração programática vai ter uma janela que não se repetirá cedo. Quem ainda estiver ajustando a infraestrutura vai assistir à Copa pela TV e não vai monetizar o momento.

O Brasil está na fila certa. Mas a fila não espera

A projeção de US$ 303 milhões em receita até 2029 é alcançável. O ecossistema tem audiência, tem plataformas, tem players de mídia engajados. O que ainda falta é o alinhamento entre mensuração, tecnologia de ad delivery e qualidade de inventário.

Na MADMIX, sabemos distinguir o que é tendência de tese e o que é infraestrutura de resultado. Se sua empresa está avaliando distribuição, inventário ou estratégia de monetização canais FAST no Brasil, faz sentido conversar. Fale com a MADMIX pelo WhatsApp ou acesse madmix.tv.br.

Para entender mais sobre como os pilares de CTV se conectam com monetização, leia também Os quatro pilares de CTV e Monetização FAST aqui no blog.

Autor

  • Marcelo Natali é engenheiro e sócio-fundador da MADMIX, advisory especializada em monetização e estratégia para CTV, Streaming e Telecom na América Latina.Com mais de 16 anos de experiência no setor, construiu uma trajetória reconhecida na região, com passagens por empresas como Philips, Samsung, Opera TV, Metrological (Comcast) e Vewd (Xperi). Ao longo dessa jornada, atuou nas áreas de produto, vendas, marketing e pré-vendas, sempre na interseção entre tecnologia, conteúdo e receita. Hoje, pela MADMIX, ajuda operadoras, fabricantes e plataformas a transformar audiência em resultado.

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