English Summary

CTV Advertising: The Media Argument Has Changed in Brazil

64% of digital Brazilians already consume content on connected TV, averaging four hours per day. The debate has shifted: CTV advertising in Brazil is no longer about whether the medium works, it’s about proving performance. No CMO accepts impressions as a final answer. CTV now brings digital-style logic, optimize, refine, attribute, to the biggest screen in the home. With CPMs still lower than mature markets and less saturated inventory, cost efficiency per real invested is among the highest globally. Cross-screen attribution connecting TV exposure to mobile or site behavior is maturing fast.

64% dos brasileiros digitais já consomem conteúdo em TV conectada. Quatro horas por dia, em média. A publicidade CTV cruzou o ponto de inflexão no Brasil: não se discute mais se o meio funciona. A discussão agora é outra.

O fim da era do alcance como argumento

Por muito tempo, a conversa com o anunciante começava e terminava no mesmo lugar: audiência e alcance. A tela grande tinha esse papel histórico, construir marca para muita gente ao mesmo tempo. Esse argumento ainda tem valor, mas não basta mais.

Nenhum CMO hoje aceita impressões como resposta final. A pergunta mudou: quantas vendas isso gerou? Quantas visitas ao site? Qual foi o custo por conversão? Portanto, a CTV entrou em campo com uma vantagem que a TV linear nunca teve: a capacidade de provar o resultado.

Dados globais da DoubleVerify mostram que os investimentos em publicidade em CTV crescem de forma consistente justamente porque o meio entrega tanto para branding quanto para performance de campanhas. No Brasil, onde os CPMs ainda são mais baixos e o inventário menos saturado, a eficiência por real investido está entre as mais altas do mundo.

Publicidade CTV com lógica de performance

A compra programática em CTV muda a estrutura da campanha. Sinais de comportamento e intenção de compra alimentam as campanhas em tempo real. Isso significa que a lógica do digital, refinar, otimizar, atribuir, finalmente opera na maior tela da casa.

Além disso, a atribuição cross-screen começa a conectar o que o consumidor viu na TV com o que ele fez no celular ou no site. Ainda há trabalho a fazer nessa frente, mas as ferramentas estão evoluindo rápido. Segundo o IAB Brasil, o mercado caminha para métricas comparáveis entre os meios, e a DTV+ deve acelerar esse processo.

Por outro lado, os shoppable ads deixaram de ser um conceito experimental. A DTV+ traz esse formato pela TV aberta gratuita ainda em 2026: um produto aparece na tela, o usuário compra pelo controle remoto, sem trocar de dispositivo. Mercado Livre e Nubank já estão nos testes. Isso não é mais roadmap. É execução.

Por que o Brasil tem vantagem real aqui

Esse movimento não é apenas uma onda global chegando ao Brasil. O país tem condições específicas para liderar esse ciclo na América Latina.

Em primeiro lugar, a base instalada de Smart TVs é expressiva. Três em cada quatro brasileiros conectados já têm uma em casa. Em segundo lugar, o público já está acostumado com AVOD e FAST, modelos gratuitos com publicidade, o que reduz a resistência ao anúncio e amplia o inventário disponível. Somado a isso, a infraestrutura de compra programática está em expansão, com players como Samsung Ads e Google ampliando suas ofertas locais.

A CTV em novembro, por exemplo, registra picos de conversão superiores a outros meios, abrindo espaço para planejamentos mais estratégicos de Black Friday e datas promocionais. Ou seja, o meio não apenas alcança. Ele converte no momento certo.

O que muda para quem planeja mídia agora

A consequência prática é direta: planos de mídia que tratam CTV apenas como extensão da TV aberta ou como reforço de branding estão operando com um modelo defasado.

Assim, a CTV passa a exigir um posicionamento claro dentro da arquitetura de campanha. Não como tela grande que reforça o que o digital já faz, mas como canal com papel próprio, de funil completo, da atenção à conversão. Os criativos precisam ser pensados para esse ambiente. As métricas precisam ser acordadas antes da campanha, não depois.

Contudo, o maior risco aqui não é perder o timing. É entrar sem estrutura e usar um canal de performance com mentalidade de exposição. O inventário vai se valorizar. Quem construir os casos de sucesso agora vai definir o padrão para o restante da região.

Conclusão

O argumento de mídia mudou. Não é mais “coloque sua marca na tela grande”. É “converta na tela grande”. Essa distinção parece simples, mas muda tudo: o briefing, o criativo, a métrica e a conversa com o anunciante.

O Brasil tem base, público e infraestrutura para ser o mercado de referência em publicidade CTV na América Latina. A janela está aberta agora. Em seguida, virão os bloqueios de inventário, a valorização dos CPMs e a disputa por posição.

Na MADMIX, é exatamente esse tipo de estrutura que desenvolvemos com nossos clientes. Se sua empresa está avaliando CTV ou monetização em streaming no Brasil, faz sentido a gente conversar: madmix.tv.br. Ou explore mais sobre os fundamentos do ecossistema no artigo Os quatro pilares de CTV.

Autor

  • Marcelo Natali é engenheiro e sócio-fundador da MADMIX, advisory especializada em monetização e estratégia para CTV, Streaming e Telecom na América Latina.Com mais de 16 anos de experiência no setor, construiu uma trajetória reconhecida na região, com passagens por empresas como Philips, Samsung, Opera TV, Metrological (Comcast) e Vewd (Xperi). Ao longo dessa jornada, atuou nas áreas de produto, vendas, marketing e pré-vendas, sempre na interseção entre tecnologia, conteúdo e receita. Hoje, pela MADMIX, ajuda operadoras, fabricantes e plataformas a transformar audiência em resultado.

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