Connected TV is a cookieless environment by design, which makes cross platform measurement one of the hardest problems in the ecosystem. Data clean rooms offer a privacy safe way to match first party data from retailers and brands with viewing data from CTV publishers, without exposing raw records. Nielsen reports growing OTT and CTV spend globally, and IAB projects double digit CTV growth in 2025, which pushes measurement to the top of the executive agenda. In Brazil, retail media and CTV budgets are converging fast, and clean rooms are becoming the connective layer that lets advertisers prove incrementality instead of just reach. For broadcasters, operators and retailers, the practical question is no longer whether to adopt this model but which architecture fits their scale and data maturity, since setup and governance costs vary widely between platform based, retailer led and independent clean rooms.

Data Clean Rooms CTV: a saída para a fragmentação de dados na TV conectada

Data clean rooms CTV deixaram de ser um tema de nicho em adtech. Eles viraram peça central da discussão sobre mensuração na televisão conectada. Afinal, CTV é um ambiente sem cookies por natureza. Por isso, provar resultado nesse canal ainda é difícil.

Por que a mensuração em CTV ainda é um problema

A Nielsen registra que 56% dos anunciantes globais planejam aumentar o investimento em OTT e CTV em 2025. Esse crescimento se concentra nas Américas. Igualmente, o IAB projeta expansão de mais de 11% para o canal no mesmo período. Portanto, o orçamento cresce mais rápido do que a capacidade de medir esse orçamento.

O identificador clássico da internet, o cookie de terceiros, simplesmente não existe em CTV. O IP da casa é o sinal mais próximo disponível. Porém, ele muda com frequência e representa vários espectadores ao mesmo tempo. Consequentemente, ligar exposição ao anúncio e resultado de venda vira um exercício de aproximação. Não é uma medição de precisão.

O que são data clean rooms e como funcionam em CTV

Um data clean room é um ambiente seguro. Nele, duas ou mais partes combinam suas bases de dados e recebem de volta apenas resultados agregados. Nenhum registro individual atravessa essa fronteira. Essa é a diferença central em relação ao compartilhamento tradicional de dados entre anunciante e veículo.

Na prática, existem três arquiteturas principais. Primeiro, clean rooms de plataforma, operados por grandes players e restritos ao ecossistema deles. Segundo, clean rooms de varejo, nos quais o retailer controla dados determinísticos de compra. Esse modelo é especialmente útil em campanhas de retail media dentro da CTV. Terceiro, clean rooms independentes, que atuam como orquestradores neutros entre anunciante, publisher e varejista.

Cada arquitetura tem um custo de implantação diferente. Por essa razão, escolher o modelo errado costuma custar mais caro do que não ter clean room nenhum. Vale mapear a demanda real antes de decidir.

O ângulo brasileiro: retail media, CTV e o próximo passo

No Brasil, o avanço de novas camadas interativas sobre a mesma infraestrutura de vídeo mostra algo importante. A tela conectada já opera como plataforma de distribuição múltipla. Ela deixou de ser apenas um canal de mídia. Retail media e CTV crescem juntos, e ambos dependem de dados de primeira parte para funcionar bem.

Essa convergência cria o cenário ideal para clean rooms. Afinal, o varejista tem o dado de compra. O operador de CTV tem o dado de audiência. Nenhum dos dois quer entregar sua base bruta ao outro. O clean room resolve exatamente essa tensão. Ele permite que ambos meçam o resultado combinado sem abrir mão do controle sobre o próprio dado.

Por outro lado, é preciso realismo. Segundo levantamento do setor, o custo médio de um clean room corporativo gira em torno de US$ 879 mil. Quase metade das empresas que ainda não adotaram aponta o orçamento como principal barreira, conforme dados citados pelo eMarketer. Assim, abaixo de determinado volume de mídia, a conta simplesmente não fecha.

Implicação prática para quem opera CTV no Brasil

Para broadcasters, operadores e fabricantes de Smart TV, o recado é direto. Primeiro, mapear qual dado de audiência já existe e em que qualidade ele está. Depois, entender a demanda real. Um clean room dedicado se justifica, ou as opções gratuitas de walled garden já resolvem o problema no curto prazo?

Nesse sentido, empresas com menos de determinado patamar de investimento em mídia tendem a começar pelos ambientes gratuitos. Os data hubs já oferecidos por grandes plataformas de anúncio cumprem esse papel inicial. Já operações com escala relevante em CTV e retail media combinados seguem outro caminho. Elas encontram no clean room dedicado uma forma de provar incrementalidade com mais rigor, algo que a AI Digital também destaca como tendência estrutural do setor.

Vale reforçar um ponto. A corrida por clean rooms não nasceu apenas do fim anunciado dos cookies no Chrome. Mesmo com o adiamento dessa mudança, outras forças continuam pressionando o mercado. LGPD, GDPR e as restrições de rastreamento no iOS seguem exigindo colaboração de dados sem exposição de identidade individual. Ou seja, o problema estrutural persiste, independentemente do calendário de qualquer navegador.

Conclusão

Data clean rooms CTV não resolvem tudo, mas resolvem o problema certo: medir sem expor. O mercado brasileiro já une retail media, streaming e TV 3.0 na mesma tela. Por isso, essa camada de colaboração de dados tende a se tornar padrão, não diferencial.

Sua operação de CTV ainda mede audiência sem conseguir provar impacto no negócio? Vale conversar com quem já estruturou esse tipo de operação em outros mercados. Confira outros conteúdos da MADMIX sobre CTV, retail media e monetização ou fale diretamente com Marcelo e Ricardo. Eles ajudam a entender onde sua operação está perdendo dado, e margem, pelo caminho.

Autor

  • Marcelo Natali é engenheiro eletricista, especialista em CTV e sócio-fundador da MADMIX. Com mais de 16 anos de experiência em empresas como Philips, Samsung, Opera TV, Metrological, a Comcast company, Xperi e Titan OS, atua na interseção entre tecnologia, distribuição e monetização. Na MADMIX, ajuda empresas de mídia, telecom e streaming a transformar audiência, distribuição e atenção em resultados de negócio.

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