Convergência de Telas: o Novo Território da TV Conectada
A maior transformação do mercado não está dentro do streaming, nem dentro da televisão. Está na convergência de telas. Durante mais de uma década, o mercado discutiu quem substituiria quem, e o cenário que se desenha agora é o oposto dessa lógica.
O Fim da Guerra Entre Telas
Por anos, a previsão era simples. Primeiro, o streaming acabaria com a TV. Em seguida, as redes sociais roubariam a atenção do vídeo. Depois, os creators ocupariam o espaço das emissoras. Ou seja, cada tecnologia parecia nascer para eliminar a anterior.
Só que os dados de 2026 mostram outro caminho. No Brasil, o investimento em mídia digital deve ultrapassar o investimento em TV aberta ainda este ano. O dado é da ShowHeroes Brasil. Ao mesmo tempo, players tradicionais de streaming voltaram a destinar orçamento bilionário para TV linear. Buscam construção de marca de longo prazo e maior integração com CTV e Retail Media, conforme aponta a Tunad. Portanto, a disputa não é mais entre telas. É pela orquestração entre elas.
Por exemplo, a Netflix aproxima sua experiência da lógica da televisão, com grade ao vivo e eventos esportivos. Além disso, o YouTube concentra audiência crescente nas Smart TVs e investe em conteúdo premium. Igualmente, as emissoras aceleram plataformas digitais. Da mesma forma, o varejo transforma telas em canais de venda. Ao mesmo tempo, a publicidade compra audiência orientada por dados, e a inteligência artificial conecta todas essas camadas em tempo real. Portanto, não são movimentos isolados, são sinais da mesma convergência de telas.
Os Números Por Trás da Convergência
O mercado brasileiro já entrega evidência concreta dessa mudança. Segundo a Comscore, 64% das pessoas com acesso à internet no país já assistem CTV. Além disso, a TV se tornou o único dispositivo com crescimento consistente de acesso à internet nos últimos anos, de acordo com o IAB Brasil. Entre quem acessa a internet pela TV, 78% consome conteúdo praticamente todos os dias.
Globalmente, a assinatura ainda domina a receita da chamada TV convergente, respondendo por cerca de dois terços do faturamento total do setor, conforme a eMarketer. No entanto, o crescimento mais relevante para o Brasil está em outro lugar. A Omdia projeta que o país se tornará o terceiro maior mercado de canais FAST do mundo até 2029. O crescimento é puxado pela expansão da TV Conectada e pela fragmentação do consumo linear tradicional.
Onde a Inteligência Artificial Entra
Executivos consultados pelo Meio & Mensagem apontam a inteligência artificial como protagonista da TV Conectada em 2026. Ela atua na personalização de conteúdo, na segmentação de campanhas e na automação de criativos em tempo real. Na prática, a TV deixa de ser um painel passivo de aplicativos. Torna-se uma interface que entende o contexto do espectador e conecta a jornada entre o celular e a tela grande.
A TV Como Infraestrutura, Não Como Mídia
Durante muito tempo, a televisão foi tratada como equipamento. Depois, virou canal de distribuição. Agora, assume um papel diferente, pois se torna uma plataforma capaz de reunir conteúdo, publicidade, comércio, dados e inteligência no mesmo ambiente.
Essa mudança redefine o próprio conceito de TV Conectada. O valor deixa de estar apenas na programação. Passa a estar na capacidade de entender comportamento, personalizar experiências e transformar atenção em relacionamento, e relacionamento em negócio. A inteligência artificial é o motor dessa transformação, invisível para o espectador, mas presente em cada recomendação e em cada oportunidade de conversão. Já falamos sobre esse motor invisível em detalhe no artigo sobre inteligência artificial na TV Conectada.
O Que Estamos Construindo na Soul TV
Foi essa leitura que inspirou o desenvolvimento da Soul TV muito antes de o mercado falar em convergência de telas. A plataforma nasceu combinando canais FAST, vídeo sob demanda, interatividade, publicidade dinâmica, T-Commerce e inteligência de dados. Hoje está presente em quase 200 países, não como funcionalidades isoladas, mas como partes de uma mesma arquitetura.
Esse mesmo raciocínio orienta o trabalho que fazemos na MADMIX com empresas de mídia, varejo e streaming que querem se posicionar dentro dessa nova infraestrutura. Se o tema Retail Media dentro da TV Conectada também está no seu radar, vale ler nosso conteúdo sobre Retail Media e TV Conectada.
A Pergunta Certa Para 2026
Talvez a discussão nunca tenha sido televisão contra streaming. Na verdade, talvez a pergunta correta sempre tenha sido outra. Afinal, quem construiria primeiro a televisão inteligente capaz de conectar todo o ecossistema digital?
É essa pergunta que começa a ser respondida agora, e os números de 2026 mostram que o Brasil está no centro dessa resposta. Na Soul TV, construímos essa infraestrutura desde 2014, unindo conteúdo, interatividade e monetização em uma única experiência. Na MADMIX, ajudamos empresas de mídia, varejo e tecnologia a encontrarem seu lugar nesse novo ecossistema de convergência de telas. Se quiser entender como isso se aplica ao seu negócio, é só me chamar.
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