For over a decade, the market debated which technology would kill the other. Streaming would replace TV, social video would steal attention, creators would replace broadcasters. What is actually happening is convergence, not replacement. Netflix borrows from television’s playbook, YouTube invests in live sports on the big screen, broadcasters build digital platforms, and retail turns screens into storefronts. Brazil already shows this in the numbers, with digital media investment expected to overtake traditional broadcast in 2026 and Connected TV becoming the definitive bridge between television and digital. Artificial intelligence works quietly behind every recommendation and every ad, and that is exactly the thesis behind Soul TV, a platform built since 2014 around content, interactivity, advertising and commerce living in a single architecture. The question was never streaming versus television. It was always about who would build the intelligent, connected TV first.

Convergência de Telas: o Novo Território da TV Conectada

A maior transformação do mercado não está dentro do streaming, nem dentro da televisão. Está na convergência de telas. Durante mais de uma década, o mercado discutiu quem substituiria quem, e o cenário que se desenha agora é o oposto dessa lógica.

O Fim da Guerra Entre Telas

Por anos, a previsão era simples. Primeiro, o streaming acabaria com a TV. Em seguida, as redes sociais roubariam a atenção do vídeo. Depois, os creators ocupariam o espaço das emissoras. Ou seja, cada tecnologia parecia nascer para eliminar a anterior.

Só que os dados de 2026 mostram outro caminho. No Brasil, o investimento em mídia digital deve ultrapassar o investimento em TV aberta ainda este ano. O dado é da ShowHeroes Brasil. Ao mesmo tempo, players tradicionais de streaming voltaram a destinar orçamento bilionário para TV linear. Buscam construção de marca de longo prazo e maior integração com CTV e Retail Media, conforme aponta a Tunad. Portanto, a disputa não é mais entre telas. É pela orquestração entre elas.

Por exemplo, a Netflix aproxima sua experiência da lógica da televisão, com grade ao vivo e eventos esportivos. Além disso, o YouTube concentra audiência crescente nas Smart TVs e investe em conteúdo premium. Igualmente, as emissoras aceleram plataformas digitais. Da mesma forma, o varejo transforma telas em canais de venda. Ao mesmo tempo, a publicidade compra audiência orientada por dados, e a inteligência artificial conecta todas essas camadas em tempo real. Portanto, não são movimentos isolados, são sinais da mesma convergência de telas.

Os Números Por Trás da Convergência

O mercado brasileiro já entrega evidência concreta dessa mudança. Segundo a Comscore, 64% das pessoas com acesso à internet no país já assistem CTV. Além disso, a TV se tornou o único dispositivo com crescimento consistente de acesso à internet nos últimos anos, de acordo com o IAB Brasil. Entre quem acessa a internet pela TV, 78% consome conteúdo praticamente todos os dias.

Globalmente, a assinatura ainda domina a receita da chamada TV convergente, respondendo por cerca de dois terços do faturamento total do setor, conforme a eMarketer. No entanto, o crescimento mais relevante para o Brasil está em outro lugar. A Omdia projeta que o país se tornará o terceiro maior mercado de canais FAST do mundo até 2029. O crescimento é puxado pela expansão da TV Conectada e pela fragmentação do consumo linear tradicional.

Onde a Inteligência Artificial Entra

Executivos consultados pelo Meio & Mensagem apontam a inteligência artificial como protagonista da TV Conectada em 2026. Ela atua na personalização de conteúdo, na segmentação de campanhas e na automação de criativos em tempo real. Na prática, a TV deixa de ser um painel passivo de aplicativos. Torna-se uma interface que entende o contexto do espectador e conecta a jornada entre o celular e a tela grande.

A TV Como Infraestrutura, Não Como Mídia

Durante muito tempo, a televisão foi tratada como equipamento. Depois, virou canal de distribuição. Agora, assume um papel diferente, pois se torna uma plataforma capaz de reunir conteúdo, publicidade, comércio, dados e inteligência no mesmo ambiente.

Essa mudança redefine o próprio conceito de TV Conectada. O valor deixa de estar apenas na programação. Passa a estar na capacidade de entender comportamento, personalizar experiências e transformar atenção em relacionamento, e relacionamento em negócio. A inteligência artificial é o motor dessa transformação, invisível para o espectador, mas presente em cada recomendação e em cada oportunidade de conversão. Já falamos sobre esse motor invisível em detalhe no artigo sobre inteligência artificial na TV Conectada.

O Que Estamos Construindo na Soul TV

Foi essa leitura que inspirou o desenvolvimento da Soul TV muito antes de o mercado falar em convergência de telas. A plataforma nasceu combinando canais FAST, vídeo sob demanda, interatividade, publicidade dinâmica, T-Commerce e inteligência de dados. Hoje está presente em quase 200 países, não como funcionalidades isoladas, mas como partes de uma mesma arquitetura.

Esse mesmo raciocínio orienta o trabalho que fazemos na MADMIX com empresas de mídia, varejo e streaming que querem se posicionar dentro dessa nova infraestrutura. Se o tema Retail Media dentro da TV Conectada também está no seu radar, vale ler nosso conteúdo sobre Retail Media e TV Conectada.

A Pergunta Certa Para 2026

Talvez a discussão nunca tenha sido televisão contra streaming. Na verdade, talvez a pergunta correta sempre tenha sido outra. Afinal, quem construiria primeiro a televisão inteligente capaz de conectar todo o ecossistema digital?

É essa pergunta que começa a ser respondida agora, e os números de 2026 mostram que o Brasil está no centro dessa resposta. Na Soul TV, construímos essa infraestrutura desde 2014, unindo conteúdo, interatividade e monetização em uma única experiência. Na MADMIX, ajudamos empresas de mídia, varejo e tecnologia a encontrarem seu lugar nesse novo ecossistema de convergência de telas. Se quiser entender como isso se aplica ao seu negócio, é só me chamar.

Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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