Cannes Lions 2026 made one thing clear: the lines between television, retail, digital advertising and commerce are disappearing. Walmart Connect’s agenda placed commerce media, retail media, connected TV, shoppable video, purchase data and closed loop measurement at the center of the conversation. Brands that can reach a consumer on a smart TV, continue the message inside a retail environment, personalize it with data and measure the result at checkout are operating a new kind of media model.

Companies like Walmart Connect, Magnite, NBCUniversal, Mastercard and Yahoo DSP are already building toward this convergence. In Brazil, retail media grew 41 percent in 2025 and the country is set to lead global retail media growth again in 2026, according to eMarketer. Combined with CTV, smart indoor media and TV 3.0, Brazil already has the building blocks for this integrated model. Therefore, the question is no longer whether convergence will happen, but who will be ready to operate this new infrastructure of media, data, content and commerce.

Cannes Lions 2026: O Futuro da Mídia é a Convergência

Afinal, o Cannes Lions 2026 confirmou uma tendência que muitos suspeitavam, mas poucos enxergavam com clareza: a convergência retail media e CTV deixou de ser uma promessa e virou a espinha dorsal da mídia global. Basta olhar a agenda da Walmart Connect no festival para perceber que as fronteiras entre televisão, varejo, publicidade digital e comércio estão desaparecendo diante dos nossos olhos.

Durante anos, o mercado tratou branding, performance, retail media, televisão, streaming e e-commerce como mundos separados. Em Cannes, esse discurso mudou completamente.

O novo vocabulário da mídia em Cannes em 2026

Os painéis mais relevantes deste ano giraram em torno de commerce media, retail media, CTV (Connected TV, ou televisão conectada à internet), shoppable video, dados de compra e closed-loop measurement, que é a medição que conecta a exposição à mídia diretamente ao resultado da venda. Portanto, o foco deixou de ser apenas audiência.

Agora, a discussão central é a capacidade de conectar atenção, intenção, compra e resultado dentro da mesma jornada. Essa mudança é, de fato, profunda e estrutural.

Quando TV, varejo e e-commerce viram uma só infraestrutura

A televisão conectada, por exemplo, deixa de ser apenas um canal de distribuição de conteúdo. Da mesma forma, o ponto de venda deixa de ser apenas um local de exposição de produtos. O varejo, por sua vez, deixa de ser apenas um ambiente transacional.

Tudo passa a funcionar como uma única infraestrutura de mídia, dados e conversão. Imagine impactar um consumidor na Smart TV, continuar a comunicação no ambiente de varejo, personalizar a mensagem através de dados e, ainda assim, medir o resultado direto na venda. Estamos diante de um novo modelo de comunicação.

Não por acaso, players como Walmart Connect, Magnite, NBCUniversal, Mastercard e Yahoo DSP estão direcionando suas estratégias para essa convergência retail media e CTV. Aliás, os números já comprovam o movimento: a divisão de publicidade da Walmart cresceu 36% no último trimestre fiscal, com o Walmart Connect avançando 44%, segundo dados divulgados pela própria companhia.

O Brasil já está dentro dessa transformação

Por essa razão, no Brasil, essa transformação já começou e os números confirmam o ritmo. Segundo o estudo Digital AdSpend 2025, do IAB Brasil em parceria com a Kantar Ibope Media, o retail media movimentou R$ 3,5 bilhões no país em 2024, crescimento de 41% em relação ao ano anterior.

Além disso, a eMarketer projeta que o Brasil deve liderar o crescimento global de retail media pelo terceiro ano consecutivo, movimentando US$ 1,67 bilhão em 2026. Consequentemente, as estratégias começam a migrar do foco tradicional em sites de varejo para soluções ligadas à CTV e ativações em lojas físicas.

As peças que já existem no mercado brasileiro

Através da combinação entre CTV, Smart Indoor Media, Retail Media, TV 3.0 e segmentação dinâmica por dispositivo, já existem tecnologias capazes de aproximar o mercado brasileiro desse novo modelo de operação. Inclusive, quem já domina o funcionamento da TV 3.0 sai na frente nessa corrida.

Por outro lado, a infraestrutura sozinha não resolve. É preciso integração entre dados, conteúdo e ponto de venda para que a jornada funcione de ponta a ponta.

A pergunta que toda marca precisa responder agora

A questão já não é mais se essa convergência vai acontecer. Ela está acontecendo, e os dados de Cannes, Walmart e do mercado brasileiro deixam isso evidente.

A questão real é outra: quem estará preparado para operar essa nova infraestrutura de mídia, dados, conteúdo e comércio? Especialmente porque, segundo a Retail Media News, 2026 será o ano em que a CTV passa a ser tratada como destino do dado de varejo, e não mais como canal isolado.

Conclusão: o futuro será integrado

Em resumo, o que o Cannes Lions 2026 está mostrando é simples. O futuro da mídia não será dividido entre TV, digital, varejo ou OOH (out-of-home, a publicidade exibida em espaços físicos como outdoors e telas em lojas). O futuro será integrado.

Se a sua marca ainda trata CTV, retail media e e-commerce como áreas separadas, este é o momento de repensar a estratégia. Quer entender como aplicar essa convergência ao seu negócio? Fale com a MADMIX e descubra como estruturar essa nova infraestrutura de mídia para a sua marca. Você também pode explorar mais sobre retail media no Brasil em nosso blog.

Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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