Netflix, Walmart and Amazon are racing to connect streaming audiences, retail data and purchase behavior into a single system called commerce media. In Brazil and Mexico, retail media investment is expected to reach roughly 80 percent of all spending in Latin America over the next few years, while Brazil already counts more than 86 million streaming users. This article argues that connected TV, retail media and digital out of home advertising should be treated as one single customer journey rather than separate budget lines. It walks through how global players are building this infrastructure, why Brazil sits at the center of the opportunity, and three practical steps any brand or retailer can take to turn commerce media into measurable revenue today.

Commerce Media no Brasil: o Novo Motor do Varejo Conectado

Todo varejista quer estar na tela em que o consumidor decide comprar. O commerce media no Brasil chegou para transformar essa vontade em operação real. Ele conecta mídia, dado de compra e distribuição dentro de uma única engrenagem. Essa engrenagem já gira rápido demais para ser ignorada. Ela interessa a varejistas, a marcas e a veículos de mídia, todos disputando o mesmo espaço de atenção.

O problema que trava o varejo hoje

Por muito tempo, publicidade e venda andaram em trilhos separados. A marca investia em mídia para gerar desejo. O varejo cuidava da conversão em outro canal, com outro time e outra métrica. Essa separação custava caro. Campanhas bonitas não se traduziam em carrinho fechado.

O consumidor, porém, não separa nada. Ele assiste, deseja e compra dentro da mesma jornada. Muitas vezes, tudo acontece na mesma tela. Portanto, quem ainda trata mídia e comércio como departamentos distintos perde dinheiro todos os dias. O commerce media no Brasil nasce exatamente para fechar essa lacuna.

Quem já está lucrando com o commerce media no Brasil e no mundo

Três movimentos recentes mostram o tamanho da oportunidade. A Netflix fechou parceria com o Mercado Ads. Assim, a audiência do streaming se conecta aos dados de compradores do Mercado Livre. Uma campanha na TV pode, então, ser avaliada pelo comportamento real de compra no marketplace.

O Walmart escolheu outro caminho. Comprou a Vizio e, com isso, incorporou televisores conectados à própria operação de retail media. Já a Amazon fez diferente de todos. Reuniu marketplace, Prime Video, Fire TV e Amazon Ads dentro de um único grupo. Não precisou comprar nem negociar com ninguém de fora.

Parceria, aquisição ou ecossistema próprio. O caminho muda, mas o destino é sempre o mesmo. Conectar audiência a dado de compra e transformar essa conexão em resultado mensurável: essa é a lógica por trás de todo movimento de commerce media no Brasil e no mundo.

Por que o Brasil está no centro dessa disputa

O Brasil não é coadjuvante nessa história. Segundo estudo recente da Nielsen e da eMarketer, Brasil e México devem concentrar cerca de 80% de todo o investimento em retail media na América Latina nos próximos anos. Enquanto isso, o país já reúne mais de 86 milhões de usuários de streaming. Esse é um público gigantesco para conectar entretenimento e consumo.

Além disso, o retail media brasileiro já ultrapassa os limites do site e do aplicativo do varejista. Ele avança para CTV, para mídia programática e, cada vez mais, para as telas físicas do DOOH, sigla para publicidade digital fora de casa. Essas telas aproximam a comunicação do ponto de compra, seja no shopping, seja na porta do supermercado.

Por isso, quem pensa em commerce media no Brasil precisa pensar em telas plurais. A televisão conectada cria o desejo dentro de casa. O DOOH reforça a mensagem no caminho até a loja. O ambiente do varejista fecha a compra. Nenhuma dessas telas funciona sozinha com a mesma força.

Medir sem perder a régua

Medir esse conjunto de telas exige cuidado. Uma tela de DOOH atinge um público coletivo. Uma TV pode ser compartilhada por toda a família. Já uma compra, geralmente, está ligada a uma única conta. Por isso, medir commerce media no Brasil não é somar impressão com venda de qualquer jeito. É construir um método que respeite essas diferenças e, ainda assim, mostre o resultado com clareza para quem paga a conta.

Como aproveitar o commerce media no Brasil no seu negócio

Primeiro, pare de pensar em canais isolados. Trate CTV, retail media e DOOH como parte de uma mesma jornada de compra, não como linhas de orçamento separadas.

Em seguida, priorize dado de compra real. Um anúncio bonito sem vínculo com o comportamento de consumo é apenas ruído caro. O commerce media no Brasil só funciona quando exposição e conversão conversam entre si, de ponta a ponta.

Por fim, comece pequeno e meça rápido. Um piloto bem estruturado entre CTV e um parceiro de retail media revela, em poucas semanas, onde está o ganho real de receita. Aliás, é exatamente esse tipo de piloto que ajudamos marcas e varejistas a estruturar na MADMIX. Unimos estratégia de conteúdo com operação comercial de CTV para transformar audiência em venda.

Essa lógica de distribuição conectada também aparece em outras frentes que já exploramos por aqui, como os canais FAST no Brasil e as novas fronteiras do cloud gaming no Brasil. Em todos os casos, o padrão se repete: quem organiza a distribuição primeiro, capta o valor primeiro.

Conclusão

A disputa pelo commerce media no Brasil não é sobre quem tem a tela mais bonita. É sobre quem consegue conectar atenção, dado e venda de forma consistente e repetível. Netflix, Walmart e Amazon já escolheram seus caminhos. A pergunta que fica é simples: qual vai ser o seu?

Se você quer estruturar essa conexão dentro do seu negócio, fale com a MADMIX e descubra por onde começar. Ajudamos marcas, veículos e varejistas a sair do discurso e chegar ao piloto que já gera receita.

Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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