Data Clean Rooms: a Peça que Falta Para o Retail Media Decolar na TV Conectada
O Retail Media já é realidade no Brasil. Porém, ele ainda mora quase todo dentro do site e do aplicativo do varejista. As Data Clean Rooms mudam essa equação, porque permitem cruzar dados de compra e de audiência com segurança, sem expor informações individuais de ninguém. É essa peça que falta para o varejo finalmente chegar com força na maior tela da casa: a TV Conectada.
O Gargalo que Trava o Retail Media na Tela Grande
O investimento em Retail Media no Brasil somou R$ 4,8 bilhões em 2025, um crescimento de 37% sobre o ano anterior, segundo o estudo Digital Adspend do IAB Brasil em parceria com o Ibope. Ainda assim, boa parte desse orçamento continua concentrada em banners de e-commerce e buscas patrocinadas.
A TV Conectada oferece a maior tela da casa, mas o varejista raramente sabe se aquela campanha exibida em CTV, sigla para Connected TV, gerou uma venda de verdade. O motivo é simples. Os dados de compra ficam com o varejo. Os dados de audiência ficam com o canal, a plataforma ou o operador. Nenhum dos dois lados quer, nem pode, entregar sua base bruta de clientes ao outro.
Globalmente, o cenário reforça o tamanho dessa oportunidade perdida. O mercado mundial de Retail Media deve superar US$ 200 bilhões em 2026, avançando rumo a mais de US$ 300 bilhões até 2030, conforme projeções citadas pela eMarketer. O Brasil, por sua vez, deve crescer 38,4% em 2026, liderando o ranking global de crescimento pelo terceiro ano seguido. Portanto, o dinheiro está migrando para o setor. Falta apenas a infraestrutura certa para que ele alcance a TV Conectada com a mesma confiança que já existe no e-commerce.
O Que São Data Clean Rooms, na Prática
Uma Data Clean Room funciona como uma sala neutra e protegida. Nela, diferentes empresas cruzam seus dados para gerar insights conjuntos, sem que nenhuma delas veja a base original da outra. Portanto, o varejista mantém o controle sobre os dados de seus clientes. Ao mesmo tempo, a marca ou o veículo de mídia consegue medir resultado sem violar a LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados.
Na prática, isso significa comparar quem assistiu a um anúncio na TV Conectada com quem, depois, comprou aquele produto no varejo físico ou digital. Nenhuma lista de nomes muda de mãos. Apenas o cruzamento estatístico, agregado e anonimizado, atravessa a sala.
Imagine uma rede de supermercados que investe em uma campanha de bebidas dentro de um canal FAST, sigla para Free Ad Supported Television. Sem uma Data Clean Room, a marca só sabe quantas vezes o anúncio foi exibido. Com a tecnologia, ela descobre quantos lares expostos à campanha efetivamente compraram o produto nos dias seguintes. Essa diferença muda completamente a conversa entre agência, anunciante e varejista na hora de renovar o investimento.
Como as Data Clean Rooms Destravam CTV, Varejo e Resultado
Aqui está a virada estratégica. Quando o varejo consegue medir o efeito real da TV Conectada sobre a venda, o orçamento de mídia migra naturalmente para essa tela. Além disso, essa infraestrutura de dados abre espaço para formatos mais avançados, como o Product Placement Dinâmico em CTV, no qual o produto inserido no conteúdo pode ser conectado diretamente aos dados do varejista.
A jornada deixa de terminar na exposição da marca. Ela passa por um QR Code, por uma experiência Shoppable TV ou por uma compra direta dentro do ambiente conectado. Consequentemente, atenção, intenção e conversão passam a ser medidas na mesma cadeia, algo que só uma estrutura de dados segura consegue sustentar. Não é à toa que essa camada de dados se tornou parte central da infraestrutura de mídia conectada que sustenta todo o ecossistema de CTV.
A Janela Que Poucos Estão Aproveitando
Globalmente, cerca de 66% das organizações de mídia já usam alguma forma de Data Clean Room, segundo levantamento da eMarketer. No entanto, menos da metade das redes de Retail Media nos Estados Unidos oferece essa capacidade de forma madura, de acordo com dados da Mars United Commerce citados pelo mesmo levantamento.
Esse descompasso é a oportunidade. Quem estrutura sua Data Clean Room agora, antes que o mercado brasileiro amadureça essa camada, sai na frente na disputa por orçamento de retail media e commerce media. Afinal, o varejista que consegue provar resultado sempre atrai mais verba do anunciante.
No Brasil, esse movimento ainda está em fase inicial. Poucos varejistas, canais ou plataformas de streaming já operam esse tipo de estrutura de forma integrada à TV Conectada. Assim, existe espaço real para quem sair na frente construir uma vantagem competitiva difícil de copiar rapidamente, já que esse tipo de integração exige tempo, tecnologia e confiança entre os parceiros envolvidos.
Conclusão: Dado Seguro é Receita em Movimento
A TV Conectada já tem audiência, inventário e formatos interativos prontos para o varejo. Falta apenas a camada de dados que conecta essas pontas com segurança e conformidade. As Data Clean Rooms são exatamente essa camada.

E o time da MADMIX acaba de ficar maior e mais completo para dar conta dessa frente. Lucca Rossini chega para reforçar a ponte com agências, marcas e compradores de mídia. Sua passagem pela Samsung Ads ajuda a transformar operação de CTV em propostas mais claras para o anunciante. Ao mesmo tempo, Carlos Montesinos entra como especialista no desenvolvimento de tecnologia e na construção de negócios em TV Conectada, com domínio em FAST TV, monetização de inventário, DAI, SSAI, Retail Media em CTV e Product Placement Dinâmico.
Na MADMIX, estruturamos projetos de Retail Media, Commerce Media e Data Clean Rooms integrados à operação de CTV, FAST e OTT de nossos parceiros. Se sua empresa quer transformar audiência em dado seguro e dado em receita, vale conversar com a gente.
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