The next era of television advertising will not be built on reach alone. It will be built on trust and verified audiences. That is the thesis of Jamie Branson, CEO of View TV, and it resonates deeply in Brazil. With 86 million streaming users and a growing Connected TV ecosystem, Brazilian advertisers now have access to deterministic audience data, programmatic inventory, and ad-supported FAST channels. The challenge is not inventory, it is measurement credibility. Brands that invest in addressable, first-party-data-driven campaigns on connected TV screens will capture the most engaged audiences on the most trusted platform in the home. At MADMIX, we help companies build this strategy from the ground up, turning the big screen into a measurable revenue channel.

Publicidade na TV conectada: a nova era começa pela confiança

A publicidade na TV conectada está passando por uma transformação profunda. Não basta mais comprar audiência. É preciso comprovar que ela existe. Jamie Branson, CEO da View TV e um dos maiores especialistas globais em streaming monetizado, publicou recentemente uma reflexão que vai direto ao ponto: a próxima era da publicidade televisiva será construída sobre confiança e dados reais de audiência. Para o Brasil, essa afirmação chega no momento certo. O mercado brasileiro já conta com 86 milhões de usuários de streaming e está projetado para se tornar um dos maiores mercados de canais FAST (Free Ad-Supported Streaming Television, ou televisão gratuita com suporte a anúncios) do mundo até 2029.

O problema que ninguém quer admitir: a crise da medição

Por décadas, a TV linear viveu de GRP, uma métrica que mede quantos por cento da audiência potencial foi atingida por um anúncio. Era o padrão. Era o mercado. Portanto, ninguém questionava.

No entanto, o streaming mudou as regras do jogo. Os anunciantes digitais, acostumados com dados granulares de campanha, chegaram à CTV (TV Conectada), qualquer televisor que acessa a internet e encontraram um ambiente fragmentado. As metodologias de medição variam entre plataformas. Os identificadores de audiência não são padronizados. Por isso, a confiança no investimento diminuiu.

Além disso, o hábito antigo de “imitar a TV aberta” no streaming criou um problema adicional: blocos de anúncios invasivos em ambientes onde o usuário espera uma experiência mais fluida. Segundo especialistas do setor ouvidos pela TELA VIVA, o mercado ainda está aprendendo a usar os novos formatos disponíveis na CTV, e essa janela de aprendizado representa tanto risco quanto oportunidade para as marcas brasileiras.

Publicidade na TV conectada no Brasil: onde estamos

O Brasil já é um país de streamers. Isso não é tendência. É realidade consolidada. Segundo a Kantar, em dezembro de 2024, o consumo de vídeo online representou 20,1% da audiência de TV, com 63% de participação do YouTube. Por outro lado, a Comscore projeta que, nos próximos cinco anos, o investimento em TV Conectada chegará a representar entre 25% e 50% de todos os orçamentos publicitários.

Igualmente importante: 81% dos brasileiros afirmam ter comprado produtos após ver anúncios na TV. Portanto, o ambiente de tela grande ainda é o mais confiável para converter intenção em compra. Além disso, os canais FAST, as plataformas como Pluto TV, Samsung TV Plus e outras presentes nas Smart TVs, crescem rapidamente e oferecem inventário publicitário gratuito para o espectador, financiado por anúncios segmentados.

Consequentemente, o desafio não é de alcance. O inventário existe. O desafio é de credibilidade na medição e de relevância da mensagem entregue.

Qual é o principal problema da publicidade na TV Conectada

Existe uma diferença importante entre disputar um mercado consolidado e construir um novo território de mídia. O Brasil historicamente desenvolveu enorme competência em operar, escalar e competir em ambientes já estruturados, mas a TV conectada ainda não é um território completamente ocupado. Talvez por isso exista tanta obsessão por medições definitivas, padrões fechados e validações absolutas antes de muitos players avançarem.

Só que os grandes movimentos de transformação nunca começam maduros. Foi assim com a internet, com o streaming, com a mídia programática e agora com a convergência entre CTV, retail media e commerce. Enquanto parte do mercado espera consenso, outros estão construindo a infraestrutura, os modelos operacionais e os padrões que irão definir como a próxima geração da televisão será monetizada.

O que Branson propõe: confiança como vantagem competitiva

A tese central de Jamie Branson é simples e direta: quem construir confiança no ecossistema de CTV vai dominar a próxima era da publicidade televisiva. Isso significa verificar cada impressão entregue, usar dados primários (first-party data) do anunciante combinados com sinais comportamentais da plataforma e garantir que o anúncio foi visto por uma pessoa real, em uma tela legítima.

Por exemplo, a View TV lançou recentemente o Verifeye, uma ferramenta de verificação de anúncios em CTV que comprova a entrega a espectadores humanos em plataformas legítimas. Essa é a direção correta. Não basta dizer que o anúncio foi entregue. É preciso provar.

Para o mercado brasileiro, essa lógica se aplica com ainda mais urgência. Sobretudo porque o ecossistema local ainda está em formação, e as posições de liderança ainda estão abertas para quem agir primeiro com estratégia.

Dados reais, audiência verificável e o papel da TV 3.0

No Brasil, além da CTV, temos uma carta na manga que poucos mercados possuem: a TV 3.0. O novo padrão de televisão aberta brasileira, baseado no ATSC 3.0 (NextGen TV nos EUA), combina sinal de antena com conectividade IP. Com ele, chegam publicidade segmentada regionalmente, interatividade e mensuração em tempo real, tudo dentro da televisão aberta gratuita.

Isso amplia consideravelmente o conceito de publicidade na TV conectada no Brasil. Afinal, uma TV com sinal 3.0 é também uma TV conectada, capaz de entregar anúncios endereçáveis com a força narrativa do vídeo premium e a precisão do digital. Portanto, as marcas que entenderem essa convergência agora terão vantagem competitiva real antes que a concorrência perceba o movimento.

Além disso, o DAI (Inserção Dinâmica de Publicidade) representa uma oportunidade complementar: distribuir conteúdo gratuitamente para audiências engajadas, financiadas por publicidade segmentada. O modelo é sustentável, escalável e crescente.

O que as marcas brasileiras precisam fazer agora

Primeiro: parar de tratar a TV Conectada como extensão da TV linear. São ambientes diferentes, com lógicas diferentes. Por isso, a abordagem criativa e a estratégia de segmentação precisam ser específicas para o ambiente digital de tela grande.

Em seguida: investir em dados primários. As plataformas de CTV permitem cruzar o CRM da marca com os dados comportamentais da audiência. Esse cruzamento gera campanhas muito mais eficientes e mensuráveis. Além disso, elimina a dependência de métricas de terceiros que perderão relevância com o avanço das leis de privacidade.

Finalmente: exigir verificação. Toda campanha de publicidade na TV conectada deve ter comprovação de entrega, taxa de conclusão e validação de audiência. Não aceite menos do que isso de nenhuma plataforma ou parceiro tecnológico.

A estratégia de CTV no Brasil passa por entender que o mercado ainda está em formação. Quem ocupa posição agora, com método e consistência, ganha vantagem que será muito difícil de reverter depois.

Conclusão: a tela grande virou o maior ativo da publicidade

A publicidade na TV conectada não é o futuro. É o presente. E o presente exige confiança, dados verificáveis e estratégia clara. Jamie Branson resume bem: a próxima era da televisão publicitária será construída por quem souber combinar alcance com responsabilidade sobre os dados.

No Brasil, temos os ingredientes. Temos audiência, temos tecnologia e temos plataformas em crescimento acelerado. O que falta, para a maioria das marcas, é estratégia. Se a sua empresa quer construir presença na TV Conectada com método e sem desperdício, fale com a MADMIX. Clique aqui e converse com a gente pelo WhatsApp.

Autor

  • Ricardo Godoy

    Fundador da Soul TV, plataforma global de CTV presente em 197 países e com quase 200 canais de TV distribuídos na plataforma, e cofundador da MADMIX. Atua há mais de 30 anos nos setores de tecnologia, mídia e inovação. Entre 2005 e 2009, produziu mais de 100 peças publicitárias premiadas no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2011, dirigiu e desenvolveu o primeiro filme interativo para CTV na plataforma LG no mundo, em projeto realizado para a WMcCann.

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